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« Previous Page Table of Contents Next Page »11º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade 25 de junho de 2011
6 Destaque
Experiências humanas
O
s congressos realizados pela SBMFC geralmente trazem importantes temas da espe-cialidade e, também, abrem espaço para profissionais de áreas correlatas exporem seus trabalhos e contarem um pouco de suas his-tórias e de sua atuação nas cidades onde vivem. Uma pequena amos-tra são as experiências apresenta-das por meio dos pôsteres, em que pessoas de todas as regiões do Bra-sil resumem suas pesquisas e seus
Sessão de pôsteres reúne trabalhos de todo o País e traz à tona histórias inusitadas na
prática da MFC
trabalhos para serem avaliados e disseminados entre todos os con-gressistas.
Estudante do sexto ano de Me-dicina, Rafaela Mayumi, de Cuiabá (MT), pretende se tornar ofalmolo-gista. Junto com seus alunos de sala, Rafaela passou um ano como estagiá-ria no PSF Novo Horizonte, na cidade em que vive e, dessa experiência, pu-blicou o trabalho sobre ‘Hipertensão Arterial Sistêmica na população que utiliza o serviço do PSF’.
A psicóloga Sheila Busato apresen-tou o trabalho ‘Capacitação emcapoei-ra na área da saúde’. Ela demonstra de que maneira os agentes comunitários são formados para levarem o esporte a crianças e adolescentes moradores de rua em bairros de São Paulo (SP). “A atividade é composta por movimentos da capoeira, do maculelê, uma dança com madeiras, samba de roda e puxa-da de rede”, explicou Sheila.
Formar um grupo de caminhada também é questão de saúde públi-
ca. Este é o trabalho realizado pela fsioterapeuta Michelle Franchini, supervisora de saúde do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), na região de Sapopemba, Zona Leste da capital paulista. O pôster de Mi-chelle apresentou as ações realiza-das junto a agentes comunitários de saúde e técnicos do Estratégia Saúde da Família, para formar grupos de caminhada. “Uma vez por mês, fa-zemos uma palestra educativa com os membros do grupo e uma vez por semana orientamos sobre siste-ma respiratório e sobre a questão do equilíbrio para os participantes.” Em Fortaleza (CE), local em que estão sendo implantados postos de atenção primária, a estudante do último ano de enfermagem Isabela Brasil trabalha desde fevereiro em um Posto de Saúde. Ela relata que o trabalho é difícil, pois nos postos a demanda de pacientes é muito grande e, diversas vezes, há falta de profissionais. Esse fato desestimula-ria parte dos recém-formados a par-tirem para a Atenção Primária, não fosse o acompanhamento regular do paciente. “No final das contas, as pessoas se apaixonam pela possibi-lidade de ter contato direto e perió-dico com o paciente.”
01. Capoeira foi tema de trabalho de Sheila Busato
02. Rafaela Mayumi, de Cuiabá (MT), mostrou sua experiência no PSF 03. Isabela Brasil: atenção primária não desmotiva recém-formados
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