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HEMO
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abril/maio/junho 2012
entrevista
Avanço
contínuo
por Thiago Bento
Foto: ©
Jackson Santos
/ RS Press
Massimo Federico, da Associação Ítalo-Brasileira
de Hematologia, acredita na colaboração bilateral
para gerar melhores decisões e tratamentos
E
nquanto você passeia pelas páginas
desta edição, o especialista italiano
e integrante da Associação Ítalo-
Brasileira de Hematologia (AIBE, da
sigla em italiano), Massimo Federico, pode estar
colocando em prática as informações que recebeu
durante o ASH 2011, a 53ª edição do encontro
realizado pela American Society of Hematology
(ASH), em San Diego, Califórnia, no final do ano
passado. Ou talvez esteja no Quatar, na Líbia ou
em algum país andino como Bolívia e Peru, onde
tem realizado alguns de seus estudos
.
Membro do Departamento de Oncologia, He-
matologia e Doenças do Sistema Respiratório da
Universidade de Modena e Reggio Emilia, na Itália,
Federico pode estar também neste país, afinal 200
dias de sua agenda de 2012 foram programados para
estar na Itália – lugar onde será realizado o próximo
encontro da AIBE que está sob sua responsabilida-
de. “A cada ano um país diferentes recebe nosso
evento”, explica. Hemo em Revista aproveitou a
passagem do italiano pelo Brasil durante o Hemo
2011, após sua participação no encontro da AIBE,
para uma conversa exclusiva. Confira.
Como tem funcionado a parceria ítalo-brasileira?
Massimo Federico:
Anualmente realizarmos nos-
so encontro, que em 2012 alcança sua 11ª edição,
o qual estou organizando na Itália. Mas acredito
que nos últimos dois anos conquistamos melhorias
na cooperação. A principal foi o início da criação
de um registro comum sobre pacientes com linfo-
ma. Assim temos informações a respeito desses
pacientes, diagnósticos e cura no Brasil e na Itália.
Temos comparado as suas características e melho-
ras. Também planejamos realizar testes clínicos
em comum, em um futuro próximo. A proposta é
tratá-los da mesma maneira.
Vocês recebem as informações e comparam
se o que é feito lá também é feito aqui?
Federico:
Para simplificar, nos primeiros cinco ou
seis anos o que fizemos foi questionar como vocês
[
brasileiros
] tratam os pacientes com linfoma de
Hodgkin. Agora tentamos discutir de maneira avan-
çada como tratar pacientes e se é possível tirarmos
proveito da experiência de colegas para tomar uma
decisão em comum sobre algum novo tratamento
para o paciente. Assim, gostaríamos de melhorar o
nível de cooperação realizando mais testes clínicos
nos nossos pacientes. Na Itália, sou responsável por
pacientes com linfomas malignos e meus colegas
estão envolvidos em áreas diferentes. Então eu dis-
cuto sobre projetos futuros para linfomas e há um
excelente nível de cooperação entre os colegas que
vivem aqui, em São Paulo (SP), Campinas (SP),
Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ).
O registro já é realizado na Itália há muito
tempo e é recente no Brasil. Como equilibrar
essa situação?
Federico:
Podemos ter algumas atividades como
testes moleculares, desenvolvimento de novas
drogas e etc. Começamos antes porque tivemos
oportunidade de atuar com novos medicamentos
e então desenvolver um programa de testes clíni-