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HEMO
abril/maio/junho 2012
entrevista
cos. No Brasil isso começou mais tarde, e o que
podemos fazer é reduzir essa distância usando
nossa experiência aqui e vocês adaptando-a para
necessidades locais. Por exemplo, hoje, enquanto
conversamos, um colega está visitando Campinas,
pois o presidente da ABHH, Carmino Antonio de
Souza, gostaria de encontrar com meus colegas
para ver como podemos melhorar a cooperação.
Stefano Luminari está visitando os laboratórios e
provavelmente discutindo com eles. No final do
processo produzimos um relatório apontando no
que podemos ajudar e tenho certeza de que tam-
bém podemos aprender com eles. Não é verdade
que a relação é uma via de mão única, é de mão
dupla. Embora tenhamos mais tecnologia a ofe-
recer, algumas vezes temos de aprender com os
outros. Essa é minha proposta. Não apenas trans-
ferir conhecimento, mas aprender também.
Sobre o registro, o que isso
efetivamente muda para o paciente?
Federico:
Bom, acima de tudo nossos colegas no
Massimo Federico, em
apresentação durante o Hemo
2011, em São Paulo (SP), é
observado pelos hematologistas
Nelson Spector e Vania Hungria
Brasil estão aprendendo como coletar informações
corretamente e usá-las no tratamento. Se você con-
fiar apenas em sua memória, dizendo ‘sei como fa-
zer’, algumas vezes você comete um erro. Mas se
você coleta informações corretas e baseia suas deci-
sões nelas, provavelmente toma a decisão correta de
maneira mais fácil. Isso ajuda a coletar e tomar de-
cisões e é um passo adiante na prática diária, não é
pesquisa. Os resultados estão na prática diária, pois
se você começar coletando informação, comparan-
do diferentes pacientes, diagnósticos e estratégias,
você checa as informações que coletou e provavel-
mente aprende. Mas se tem informações vindas só
do paciente, você as esquece. Você o visita e anota,
portanto não esquece. E quando visita outros pa-
cientes com diagnósticos parecidos terá informa-
ções prévias. Temos registro de aproximadamente
30 mil casos de linfoma observados nos últimos 10
anos na Itália. Não são todos os casos, mas são vá-
rios. Não estou olhando só para os meus pacientes,
mas aprendendo com a experiência de centenas de
colegas. Sabemos quantos são transplantados e etc.