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HEMO
abril/maio/junho 2012
hemo hoje
de hemoglobinopatia e atendimento a por-
tadores de coagulopatia congênita aqui”,
explica o diretor técnico. Os outros servi-
ços são feitos nos hemonúcleos de Tauba-
té, Piracicaba e Casa Branca.
Já o hemocentro de Ribeirão Preto,
que é uma das instituições brasileiras com
padrão internacional de gestão reconheci-
do pela AABB, há vários anos aplica uma
gestão baseada no tripé: ensino, pesquisa
e assistência. Com Hemonúcleos em 10
cidades na região, possui 480 funcionários
voltados para o desenvolvimento técnico
e científico e a padronização dos proce-
dimentos hemoterápicos e o controle de
qualidade dos produtos resultantes do pro-
cessamento do sangue.
Um histórico de mais de 10 anos tam-
bém faz do Hemocentro de Santa Catarina
(Hemosc) uma referência no Brasil. Ape-
sar de ser ligado à Secretaria de Estado da
Saúde, há uma Organização Social (OS)
gerenciando todo o processo. “Isso facilita
a gestão, porque o dinheiro da secretaria
é repassado para a OS, que o passa dire-
tamente para nós. Os processos são agi-
lizados e a nossa autonomia vai até onde
há dinheiro”, esclarece Rodolfo Ramos,
gerente técnico do Hemosc.
Realidades
Mas experiências de gestão bem suce-
dida como nos casos citados não são rea-
lidade em muitos outros Hemocentros no
restante do País. No Hemocentro do Mato
Grosso, por exemplo, a última aquisição
de equipamentos aconteceu há mais de 10
anos. “Recentemente um estudo mostrou
que quase 80% dos nossos equipamentos
estão em fase de obsolescência técnica,
funcional e financeira”, relata Eliany Alves
Guirra Corte, enfermeira do setor de plane-
jamento do Hemocentro de Mato Grosso.
Os aparelhos foram adquiridos na épo-
ca do
“boom”
de 1998 a 2001, quando o
Governo Federal distribuiu recursos para
as aquisições, lembra ela. Como a unida-
de é subordinada à Secretaria de Saúde
do Mato Grosso, os trâmites financeiros
dependem totalmente deste órgão. “Não
temos autonomia e isso é um grande com-
plicador. Quem dera tivéssemos possibili-
dade de adquirir novos equipamentos para
atender melhor os pacientes”, diz Eliany.
O mesmo acontece no Hemocentro
Dalton Barbosa Cunha, ligado à Secretaria
de Saúde do Rio Grande do Norte. Segundo
Linete Rocha, diretora geral da instituição,
as principais dificuldades estão na burocra-
cia de processos fundamentais. “Estamos
localizados em um prédio de 22 anos e nun-
ca passamos por uma reforma. Temos difi-
culdade na comissão de licitações e os for-
necedores não querem vender para o Estado
porque eles não pagam direito”, revela.
Ela explica que na aquisição de insu-
mos, bolsas de sangue e kits sorológicos,
a administração do hemocentro consegue
driblar a burocracia por causa do bom
relacionamento que desenvolveu com os
fornecedores. Apesar de entraves como
esse, Linete afirma ter havido conquistas
importantes recentemente. Por exemplo,
a adoção de um processo que garante ma-
nutenção preventiva e corretiva dos equi-
Equipe de trabalho do
Hemocentro do Amazonas
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Entrada do Hemocentro de
Campinas, referência no País
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Funcionária do Hemocentro
de Ribeirão Preto que hoje tem
modelo de gestão a ser seguido
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