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HEMO
abril/maio/junho 2012
hemo hoje
Foto: ©
Hemoam
/ Divulgação
Não se
consegue
reproduzir um
único exemplo
bem sucedido de
hemocentro pelas
particularidades
de cada modelo
de gestão
Marcelo Addas
de Carvalho,
do Hemocentro
de Campinas
pamentos, com vistas à boa qualidade dos
aparelhos. “Além da implantação de um
posto de coleta em um espaço cultural da
cidade de Natal (capital do estado), que
outrora estava em condições muito precá-
rias”, comemora.
Um problema pouco encontrado nas re-
giões sudeste e sul e enfrentado por gestores
da Fundação de Hematologia e Hemoterapia
do Amazonas (Hemoam) é a carência de
recursos humanos, justamente por conta da
sua localização. Problema que se estende a
outras áreas além da saúde. Segundo Nelson
Abrahim Fraiji, diretor presidente do hemo-
centro, desde 1980 quando a fundação foi
criada já se percebeu que não havia um qua-
dro suficiente de profissionais para os servi-
ços existentes. “Por isso há 10 anos fizemos
parcerias com universidades para preparar
novos profissionais e melhorar essa situa-
ção, mas não adiantou muito. Infelizmente
ainda faltam pessoas qualificadas”, lamenta
Fraiji que defende o incentivo de mudança
de profissionais que hoje atuam em cidades
e estados já bem estruturados.
O Centro de Hematologia e Hemo-
terapia do Ceará (Hemoce) também lida
com o problema da qualificação de profis-
sionais. Além da gestão de equipamentos
e sistemas de informação. Para Luciana
Maria de Barros Carlos, diretora executi-
va do local, qualidade na gestão envolve
custos diretos e indiretos relativos à im-
plantação de um sistema de controle e me-
lhoria contínua de processos. Ela explica
que ‘para instituições do serviço público,
o desafio de obter o equilíbrio entre ges-
tão, custos e qualidade é sempre grande’.
“É imperioso que a equipe esteja imbuída
da importância da gestão com qualidade
para que persevere e seja capaz de vencer
os obstáculos burocráticos que se impõem
à contratação de serviços cada vez mais
especializados, atualização de equipa-
mentos e relação com processos mais de-
talhados e específicos. Sabemos que esses
problemas são enfrentados por muitos
hemocentros do País, por isso temos de
buscar solucioná-los com criatividade e
perseverança”, defende a diretora.
Uma equipe de profissionais
qualificados é importante
para que haja uma boa
gestão dos hemocentros