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HEMO
abril/maio/junho 2012
tempo livre
O esporte
dos príncipes
Brasil conquista respeito crescente em uma
antiga modalidade de competição, que já
passou por períodos de esquecimento no País
A
bola desliza sobre um cam-
po de grama verde e fofa,
enquanto jogadores vão e
vêm com um único objetivo:
acertar o gol. Para muitos brasileiros esta é
uma cena típica de um jogo de futebol, mas
se citarmos que os jogadores são cavaleiros
e que o tal campo verde possui 275 metros
de comprimento por 140 metros de largura,
uma área equivalente a quase dez campos
de futebol, poucos saberão do que se trata.
Estamos falando do polo equestre, es-
porte que surgiu por volta de 600 a.C, no
Tibete, na Ásia. O polo a cavalo, consi-
derado o mais antigo esporte do hipismo,
fez parte do programa olímpico nos Jo-
gos de 1900, 1908, 1920, 1924 e 1936. A
modalidade foi eliminada da competição
Por Jayme Borges
devido aos altos custos de transportes e
cuidados necessários. A prática só che-
gou ao Brasil na década de 1930, quando
empresários que apreciavam o esporte o
trouxeram da Europa.
Durante a Revolução de 1932, o núme-
ro de participantes diminuiu consideravel-
mente e só a partir de 1940 é que voltou
a aumentar. “O auge [do esporte] foi na
década de 1970, quando o governo bra-
sileiro facilitou a importação de cavalos
adequados e estimulou o intercâmbio com
criadores e jogadores argentinos”, conta
Mauro Aranha, jogador desde os 17 anos.
Atualmente com 68 e muitos campeona-
tos conquistados, Aranha reconhece que
os reis do esporte na América Latina ainda
são os argentinos.
Essa também é a opinião de Pedro Bor-
don, presidente do Helvetia Polo Country
Club, espaço que recebe os principais
campeonatos de polo no País. “Somos tão
competitivos quanto os estrangeiros, ex-
ceto pelos argentinos, que são, de fato, os
melhores jogadores do mundo”. Para ele, o
Brasil está entre as grandes equipes do es-
porte mundial. Assim como a Argentina, o
Brasil é tricampeão mundial na categoria,
título conquistado em 2004 pela Seleção