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abril/maio/junho 2012
tempo livre
Foto: ©
Dreamstime
dois juízes montados a cavalo e um árbitro
que permanece fora do campo, sendo con-
sultado apenas em caso de dúvida.
Mauro Aranha explica que o esporte
possui as duas categorias: amador, em que
se compete por lazer, sem investimento; e
profissional, formada por competidores re-
munerados pela prática do esporte. “Esses
têm a necessidade de estarem preparados
fisicamente e terem sempre animais de boa
qualidade”, completa.
Esse investimento se deve ao fato de
o jogo priorizar a segurança e o bem-estar
do cavalo. Para esse “jogador”, as regras
são mais rígidas e exigem que o cavalei-
ro utilize a montaria apenas uma vez, ou
seja, a cada chukker o jogador é obrigado
a trocar de cavalo. Em média, são neces-
sários oito cavalos para cada participante.
“Todo polista necessita ter sua própria
tropa ou um patrão que contrate o joga-
dor e repasse para ele sua tropa. O cavalo
representa 70% do desempenho do joga-
dor”, destaca Bordon.
As raças mais utilizadas no esporte,
hoje, são o Puro Sangue Inglês e o Polo
Argentino. O investimento nestes ani-
mais é alto e o custo de uma temporada
inteira pode variar de US$ 5 mil até US$
200 mil, por cavalo, sem incluir custos
com veterinário, alimentação, spas, entre
outros agrados que o dono pode propor-
cionar ao seu animal.
Dedicação recompensada
Foi com a paixão que dedicam ao es-
porte que ambos, Mauro Aranha e Pedro
Bordon, tiveram fatos marcantes em suas
trajetórias. Aranha conta que, na época em
que praticava, pôde apreciar a visita do
príncipe Charles jogando em São Paulo
(SP), no ano de 1976. Ele destaca também
a presença da Equipe do Coronel Soares,
o melhor time do mundo na época. Pedro,
por sua vez, considera as vitórias nas co-
pas Christofle e Lloyd’s como boas lem-
branças. No entanto, ele afirma que o mais
marcante em sua carreira foram as diver-
sas lesões adquiridas com o tempo.
Atualmente, o Polo é praticado por
empresários como Ricardo Mansur, An-
dré e Fábio Diniz, João Paulo Ganon,
José Eduardo Matarazzo Kalil e muitos
outros nomes conhecidos. Mas Pedro ga-
rante que o esporte é aberto para todos os
apaixonados por equitação. “A procura
[pelo esporte] tem crescido nos últimos
tempos e o bom é que não existe idade
mínima ou máxima para praticá-lo.” Ne-
cessário mesmo, a julgar pelos desafios, é
ter força de vontade.
Mesmo com o esporte
em ascensão, ainda não há um
órgão de apoio, mas, sim, diferentes
federações e confederações .
Os brasileiros são tão competitivos quanto os estran-
geiros, com exceção dos argentinos, considerados os
melhores jogadores de polo do mundo