HEMO
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abril/maio/junho 2012
cobertura
O HoA-LA já
se consolidou
como um evento
tradicional no
calendário
científico latino-
americano pelo
número de países
envolvidos
Carlos Chiattone
melhor que se tem disponível. “Foi uma
oportunidade para aprender que outros pa-
íses não possuem a tecnologia e os medi-
camentos que temos acesso no Canadá.”
Pela primeira vez no
Highlights of ASH
in Latin America,
Donna ministrou palestra
e apresentou pesquisas sobre combinações
de drogas como
lenalidomida
,
dexametaso-
na
,
ciclofosfamida
e
bortezomibe
. Ela co-
mentou a falta do registro da
lenalidomida
no Brasil, em análise há quatro anos pela
Anvisa. “Sem a disponibilidade de medica-
mentos como a lenalidomida, torna-se mais
difícil a prevenção da recaída da doença.”
Na tarde o segundo dia, os represen-
tantes das sociedades latino-americanas
receberam certificados de reconhecimento
pelo apoio ao HoA-LA 2012. O presidente
da
Sociedad Chilena de Hematología
(SO-
CHIHEM), Jorge Alfaro Lucero, encerrou
a programação do encontro, convidando os
congressistas para participarem do
Highli-
ghts of ASH in Latin America 2013
, que
será realizado em Santiago, no Chile.
Pesquisa científica
Com o objetivo de ajudar os congres-
sistas a entender o processo de submissão
de manuscritos ao
Blood Journal
e resu-
mos científicos ao
American Society of
Hematology´s Annual Meeting,
as sessões
‘Como preparar um manuscrito para sub-
missão ao Blood’ e ‘Como preparar um re-
sumo científico para submissão ao ASH’,
foram apresentadas por Richard A. Larson
e Armand Keating, respectivamente.
Durante explanação, Larson enfatizou a
necessidade de pensar a frente para antecipar
críticas, pois a maioria dos casos de manipu-
lação inadequada são causados pela falta de
compreensão do que é permitido, e não uma
tentativa de deturpar os dados ou enganar.
Segundo o especialista, “é necessário ler os
artigos citados, pois o referenciamento pre-
ciso é muito importante”. Larson destacou
ainda que adjetivos como “impressionante”
e “notável”, e ataques pessoais a concorren-
tes, devem ser evitados.
Já Keating, alertou que se o resumo
não for claro e conciso, é improvável que
receba boa pontuação. Além disso, é im-
portante evitar siglas desconhecidas ou
jargões. Durante o Painel de Discussão
dessas sessões, a hematologista e membro
do Conselho Editorial do
Blood Journal,
Junia Vaz de Melo, sugeriu que os resumos
passem por um revisor que tem o Inglês
como língua nativa, porque muitos são tra-
duzidos ao pé da letra e tornam-se desco-
nexos. Keating aproveitou a ocasião para
divulgar a data de submissão dos resumos
ao ASH 2012, que será iniciada no dia 7 de
junho e encerrada em 14 de agosto.
Registro latino-americano
A frase “Juntos podemos melhorar e
potencializar nossas capacidades” pautou
a segunda edição do
Breakfast Session:
Hematology in Latin America,
realizado
na manhã do segundo dia do encontro.
Ao lado do diretor de Relações Inter-
nacionais da ABHH, Carlos Chiattone, o
representante da
Sociedad de Hematolo-
gía Del Uruguay
(SHU), Raul Gabús, foi
o moderador da reunião que apresentou a
‘Situação dos Registros de Hematologia na
América Latina’. Na ocasião, os represen-
tantes das sociedades da especialidade da
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colôm-
bia, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai,
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