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HEMO
abril/maio/junho 2012
cobertura
apresentaram relatórios sobre a realidade
dos registros de seus países, com base em
um questionário elaborado pela ASH, em
parceria com a ABHH. Representantes da
associação americana estiveram presen-
tes na reunião e ouviram as apresentações
com muita atenção.
Chiattone apresentou a situação dos re-
gistros brasileiros e enfatizou que o
T-cell
Project
(www.tcellproject.org) é o primei-
ro projeto internacional epidemiológico
sobre linfomas de células T que engloba a
América Latina.
“Queremos estimular os outros países
a também se envolverem neste projeto,
e quem sabe, no próximo HoA-LA, pos-
samos ter algum dado para apresentar.”
Chiattone observou que o registro é extre-
mamente importante para conhecermos a
realidade da situação epidemiológica das
doenças de cada país, para o desenvolvi-
mento de ações governamentais e melho-
ria do tratamento dos pacientes.
O Uruguai possui um ‘Registro Nacio-
nal de Hemopatías Malignas’ desde 2007.
Na opinião do diretor de Relações Interna-
cionais da ABHH, o país tem uma estrutura
de registros muito boa. De acordo com Ga-
bús, que representou o SHU na reunião, leu-
cemias agudas foram as primeiras patologias
registradas, seguidas de leucemia linfocítica
crônica, leucemia mieloide crônica e linfo-
mas. A expectativa, revelou o especialista
uruguaio, é desenvolver um registro que in-
clua não só características gerais da doença,
mas também fatores prognósticos, tratamen-
tos realizados, resposta e sobrevida.
No Paraguai, não existem registros
nacionais para doenças hematológicas, re-
velou a presidente da
Sociedad Paraguaya
de Hematologpia y Hemoterapia
(SPHH),
Maria Élida Centurion. Porém, existe um
grupo muito entusiasmado em participar
da elaboração dos registros. No Peru, tam-
bém não há um registro nacional de pato-
logias hematológicas, enfatizou presiden-
te da
Sociedad Peruana de Hematología
(SPH), Fernando Cauvi Roedel. “Gosta-
ríamos de poder uniformizar critérios e
atualizar os registros por meio desse grupo
de trabalho.” Na opinião do representante
da
Sociedad Boliviana de Hematología y
Hemoterapia
(SBHH), Mario Luis Tejeri-
na Valle, a participação das sociedades de
especialidade na elaboração dos registros
possibilitará diagnósticos mais precisos.
Adriana Seber aproveitou a discussão para
convidar as sociedades para participarem
do grupo latino-americano multilateral de
Transplante de Medula Óssea (TMO). A
intenção, segundo a especialista, é que to-
dos os países envolvidos possam progredir
em relação ao procedimento.
Em geral, praticamente todas as so-
ciedades revelaram que possuem poucos
ou nenhum registro nacional de doenças
hematológicas e oncohematológicas. En-
tretanto, houve grande demonstração de
interesse em reverter esta situação. Assim
como o
1
st
Breakfast Session
– realizado
no HoA-LA 2011, os dados apresentados
pelos representantes das sociedades latino-
americanas durante a reunião, serão publi-
cados na Revista Brasileira de Hematolo-
gia e Hemoterapia (RBHH).
É um desafio
tratar pacientes
em alguns países
e é necessária
muita criativida-
de para conduzir
o tratamento da
melhor maneira,
com o melhor que
se tem disponível
Donna Reece
Foto: ©
RS Press
Acima, estande da ABHH na área expositiva do HoA-LA 2012 e, abaixo, Richard A. Larson
discorre sobre o processo de submissão de manuscritos ao Blood Journal