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HEMO
abril/maio/junho 2012
aconteceu
Intercâmbio científico
e multidisciplinar
linfoma
Avanços diagnósticos e terapêu-
ticos de linfomas foram apresentados
durante o
X Lymphoma Interchange
Meeting,
realizado entre os dias 13 e
15 de abril de 2012, no Hotel Grand
Hyatt, em São Paulo (SP), com o
apoio da Roche. Esta edição celebrou
os dez anos do evento e teve mudan-
ças significativas em seu formato,
como a inclusão do 3º Encontro Bra-
sileiro de Linfomas à programação
do primeiro dia do encontro.
Mais de 700 hematologistas,
oncologistas, patologistas e outros
profissionais de áreas correlatas à
oncohematologia assistiram a apro-
ximadamente 30 apresentações
sobre diagnóstico e tratamento de
linfomas, com reconhecidos espe-
cialistas da área. Do total de partici-
pantes, 40 vieram da América Latina
e foram 11 os palestrantes interna-
cionais convidados.
Décima edição do Lymphoma Interchange
Meeting muda formato e incorpora 3º Encontro
Brasileiro de Linfomas à programação
O presidente da Associação Bra-
sileira de Hematologia, Hemoterapia
e Terapia Celular (ABHH), Carmino
Antonio de Souza, salientou em seu
discurso de abertura a contribuição
desse evento como forma de promo-
ver a discussão sobre possibilida-
des diagnósticas e terapêuticas dos
diferentes tipos de linfoma. Para o
diretor de Relações Internacionais
da ABHH e
chairman
dos encon-
tros, Carlos Chiattone, o intercâm-
bio científico tem se superado a cada
ano, o que levou os especialistas a
considerarem esta edição comemo-
rativa a melhor já organizada.
Durante o 3º Encontro Brasileiro
de Linfomas, ocorreu uma reunião
entre a ABHH e a Sociedade Brasi-
leira de Medicina Nuclear (SBMN),
com a participação do hematologista
italiano e especialista em Medicina
Nuclear, Andrea Gallamini. O ob-
jetivo da reunião foi criar uma rede
de cooperação internacional com a
utilização padronizada do PET-CT.
Para Carlos Chiattone, o PET-CT é
um instrumento que precisa ser bem
entendido e bem utilizado, com in-
terpretação homogênea padronizada
dos resultados. “Buscamos padroni-
zar a leitura do PET, particularmen-
te para estudo químico, estabelecer
certa homogeneização desses exa-
mes no Brasil e então criar uma
ne-
twork
nacional.”Ainda de acordo com
Chiattone, este seria o primeiro passo
para desenvolver um estudo brasileiro
e também um vínculo de cooperação
com o grupo europeu coordenado por
Andrea Gallamini.
De acordo com Maria de Lour-
des Chauffaille, professora Asso-
ciada Livre Docente da Disciplina
de Hematologia e Hemoterapia da
Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp) e assessora Médica para
Hematologia e Citogenética do Gru-
po Fleury, a tomografia por emissão
de pósitrons (PET/CT) é um método
de imagem que usa pósitrons como
radiomarcadores junto com a tomo-
grafia computadorizada (CT). Ou
seja, associa recursos da medicina
nuclear (imagens metabólicas-PET)
com a radiologia (imagens anatômi-
cas-CT). “Esse escaneamento capta
os sinais de radiação emitidos pelo
FDG nas células nas quais o açúcar
é metabolizado. As células tumorais
utilizam grande quantidade de glico-
se como fonte de energia em com-
paração com as normais. Assim, a
captação do metabolismo das lesões
malignas permite a detecção de alte-
rações funcionais antes que surjam
modificações anatômicas”.
Confira entrevista exclusiva com o
especialista italiano em PET-CT, An-
drea Galamini, naABHH
News.
X Lymphoma
Interchange
reúne mais de 700
hematologistas e
oncologistas no
Hotel Grand Hyatt
em SP
Foto: ©
Roberto Souza
/ RS Press ©
Reprodução