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HEMO
abril/maio/junho 2012
aconteceu
Responsável por construir
um legado no estudo de células-
tronco, principalmente no uso da
terapia com as doenças autoimu-
nes, o imunologista e pesquisador
Júlio César Voltarelli morreu aos
64 anos, no dia 21 de março de
2012, no Hospital Santa Isabel,
em Blumenau (SC). Voltarelli era
portador de hepatite C e não re-
sistiu a complicações decorrentes
de um transplante de fígado.
O especialista atuava como
professor titular do departamento
de Clínica Médica da Faculdade
de Medicina de Ribeirão Preto
(FMRP), mesmo local onde se
graduou em 1967 e como coor-
denador do Laboratório de Imu-
nogenética (HLA) e da Unidade
de Transplante de Medula Ós-
sea do Hospital das Clínicas da
FMRP-USP.
O imunologista integrava a
diretoria da Associazione Italo-
Brasiliana di Ematologia (AIBE)
e havia sido eleito presidente da
gestão 2012-2015 da Sociedade
Brasileira de Transplante de Me-
dula Óssea (SBTMO), cargo que
assumiria em agosto deste ano.
Além disso, presidiria o XVI
Congresso da SBTMO, entre 2 e
5 de agosto, em Ribeirão Preto
(SP). O presidente da ABHH,
Carmino Antonio de Souza, la-
mentou “a perda deste professor
e pesquisador memorável”.
Nota de pesar
Dia Mundial da Hemofilia
hemofilia
Na semana em que se comemo-
rou o Dia Mundial da Hemofilia,
17 de abril, a Federação Brasileira
de Hemofilia (FBH) reuniu em São
Paulo (SP) pacientes, tratadores e
representantes do Governo para dis-
cutir os ‘Avanços no Tratamento da
Hemofilia no Brasil’. No evento foi
lançada a revista Fator Vida – publi-
cação bimestral da FBH.
O coordenador-geral de Sangue
e Hemoderivados do Ministério da
Saúde (MS), Guilherme Genovez,
participou do encontro e revelou
que o Ministério está atento para
evitar a falta de medicamentos aos
hemofílicos. Já a hematologista da
Santa Casa de São Paulo, Ana Cla-
ra Kneese Nascimento, falou sobre
“Atualização no tratamento em
Hemofilia: profilaxia em pacientes
com inibidor”.
Na ocasião, Paula Vilaça, do
Hospital das Clínicas da Universida-
de de São Paulo (HC/USP), lembrou
que o inibidor é uma das maiores
complicações relacionadas ao trata-
mento do hemofílico, e que requer o
uso de agentes de
bypass.
Representante da
Federação Mundial
de Hemofilia no Brasil
Um dos destaques do seminário
“Hemofilia update meeting”,
rea-
lizado em São Paulo (SP) no final
de março, foi a presença de Alison
Street, vice-presidente médica da
Federação Mundial de Hemofilia
(WHF). Durante o encontro que
reuniu aproximadamente 120 hema-
tologistas de todo o Brasil, Alison
disse que os desafios para aprimorar
o tratamento dos hemofílicos são os
mesmos na maioria dos países e que
o investimento deve ser direcionado
à educação, envolvendo pacientes,
familiares e tratadores.
Margarete Ozelo,
‘chair’
do
evento, falou sobre os pacientes
com inibidores afirmando que com
os dois produtos
bypass
disponíveis
no Brasil “temos conseguido fazer
a maioria dos tratamentos necessá-
rios”. Ao falar sobre o tratamento
ideal, a hematologista Monica Cer-
queira disse que o mesmo “depende
da resposta de cada paciente e da ex-
periência do tratador”.
No tom da vida
O programa “Hemofilia no tom
da vida” desenvolveu uma série de
ações e eventos para lembrar o dia
da Hemofilia, celebrado em 17 de
abril. O programa oferece educação
continuada via web com o objetivo
de melhorar a estrutura das asso-
ciações de pacientes com hemofi-
lia, com informação especializada
sobre a doença e também recursos
técnicos para a gestão das entida-
des. Saiba mais em www.hemofi-
liabrasil.org.br
Foto: ©
Arquivo
/ RS Press
À esquerda,
Margarete Ozelo,
chair
’ do “
Hemofilia
update meeting
” ao
lado da hematologista
Monica Cerqueira