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Revista Vestir
Por dentro do SIndicato
Institucional
Anderson Dias / RS Press
Grito de alerta contra feira chinesa
Representantes do setor levaram faixas e cartazes em protesto
Emprol damanutenção
da indústria têxtil e de confecção e
de seus postos de trabalho em todo o
País, representantes da Associação
Brasileira da Indústria Têxtil e de
Confecção (Abit), do Sinditêxtil-SP,
do Sindicato da Indústria do Vestuário
(Sindivestuário), da Confederação
Nacional dos Trabalhadores nas
Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário,
Couro e Calçados (Conaccovest) e da
Força Sindical se reuniram na frente do
Palácio das Convenções do Anhembi, em
São Paulo, no dia 23 de outubro, para
realizar a mobilização Grito de Alerta do
Setor. A manifestação ocorreu na aber-
tura da GoTex Show 2013, feira que pro-
metia facilitar a importação de produtos
têxteis com o slogan Descubra o Caminho
das Importações dos Grandes Varejistas.
Para o presidente do Sindivestuário,
RonaldMasijah, uma feira como essa des-
favorece a indústria nacional. Segundo
ele, o setor poderá quebrar em até 10
anos, se nada for feito, e nenhuma
empresa brasileira se salvará, exceto
as importadoras. “Para onde irão nos-
sos dois milhões de trabalhadores, sendo
80% deles mulheres, arrimo de família?”,
alertou o presidente do Sindivestuário.
Masijah, que discursou para os pre-
sentes ao ato, aproveitou para criticar
o tratamento recebido pelo setor junto
ao governo federal. “Todas as vezes que
solicitamos um parecer sobre nossas
demandas, a resposta é a mesma, de
que o Governo está estudando. Devem
ser então os maiores estudiosos da
humanidade, já que não conseguimos
respostas efetivas”, ironizou.
O presidente eleito do Sindiroupas,
Antônio Trombeta, falou da importância
em contar, no mesmo ato, com sindica-
tos patronais e também de funcionários.
”Esse ato é, de fato, histórico. Como
os interesses são mútuos, foi possível
a união entre empregados e emprega-
dores, todos preocupados com a atual
fase do setor têxtil e de confecção no
País, que é péssimo”, opinou o dirigente.
Vale lembrar que, anteriormente ao
RTCC, solicitado este ano pelo setor,
em Brasília, demandas como a salva-
guarda e até a solicitação de queda em
tributos específicos foram negadas ou
não respondidas pelo governo federal.
O setor têxtil e de
confecção nacional
foi um dos primeiros
segmentos econômi-
cos recebidos pelo
novo diretor-geral da
Organização Mundial
do Comércio (OMC),
Rober to Azevêdo.
O encontro aconteceu
na Suíça, em 10 de
setembro, e contou
com a par ticipação
de representantes da
Associação Brasileira
da Indústria Têxtil e
de Confecção (Abit).
A expectativa da
comitiva brasileira é
de que o embaixador
atualize a OMC sobre
a realidade internacio-
nal e auxilie os países
na questão da concor-
rência, altamente desi-
gual no atual cenário.
O presidente da Abit,
Aguinaldo Diniz Filho,
declarou que o setor
considera uma honra
ter sido recebido pelo
novo diretor da OMC e
que oferece apoio na
condução do comércio
global, resgatando a
rodada de Doha e ace-
lerando as negocia-
ções. Segundo ele, a
recepção evidencia o
protagonismo do setor
têxtil e de confecção
brasileiro.
Diretor-
-geral da
OMC recebe
setor
têxtil e de
confecção
brasileiro