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Revista Vestir
Por dentro do SIndicato
Alinhavando
Ouço diariamente dos
empresários da cadeia têxtil brasileira
frases como: “está muito difícil”, “estou
cansado”, “o cluster não dura mais cinco
anos” ou ainda “assim não dá”. Porém, o
mais interessante é que nunca escuto um
“desisto”, pois o per fil de nosso empre-
sariado, principalmente os confeccionis-
tas, é baseado no empreendedorismo.
E não podemos sentir desânimo!
Mesmo que os empresários da indús-
tria do vestuário estejam abandonados à
sorte, ameaçados diretamente pela impor-
tação, hoje 20% do vestuário no mercado
é importado, sem considerar possíveis
contrabandos e impor tações “falsas”.
Além de nossos tributos para produzir no
Brasil estarem na casa dos 45%, ainda há
margem para sobrevivência. Eu pergunto:
como os outros países conseguem produ-
zir, importar e colocar em nosso mercado
produtos mais baratos que os nossos?
União e planejamento são as pala-
vras. A começar entre as empresas do
setor e depois pelo Governo. É isso que
eles fazem, e é isso que devemos fazer.
Devemos sim nos unir: fiações, indústria
têxtil, indústria do vestuário, varejo e
redes de relacionamentos do setor como
Associação Brasileira da Indústria Têxtil
e de Confecção (Abit), Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp), associações e sindicatos, com
o objetivo de obter, estrategicamente,
a continuidade do setor.
Desistir jamais
Do lado do planejamento, apresen-
tamos ao Governo o Regime Tributário
Competitivo para a Confecção (RTCC),
atualmente em análise, porém não com
a velocidade esperada pelo setor, e já se
fala emadiamento para 2014. Precisamos
alertar firmemente o Governo que isso é
urgente, que não dá mais para esperar.
Vejam o exemplo da Coreia, que fez
seu planejamento estratégico há 30 anos,
para chegar aonde chegou. O país esco-
lheu três segmentos para se diferenciar:
automóveis, eletrônicos e estaleiros. Além
disso, direcionou boa parte de seu pro-
duto interno bruto (PIB) para a educação,
começando em40% a estáveis 10%, hoje.
É exatamente disso que precisa-
mos: que nosso Estado brasileiro, inde-
pendentemente de governo, faça um
planejamento estratégico simples, de
longo prazo e escolhendo três ou qua-
tro setores, pilares para uma condição
de estabilidade econômica, geradora de
emprego e riquezas.
Com certeza, o setor têxtil e de con-
fecção estaria entre esses pilares. Peça
apoio. Participe das reuniões e eventos
sobre o tema. Informe-se. Estamos aqui
para ajudar! Vamos nos unir pelo bem do
todo, precisamos parar de pensar isolada-
mente, está na hora de mudar a nossa his-
tória ou deixaremos de ser a segundamaior
cadeia de geração de empregos no País!
Camilo Muradas Sotelo
Diretor-executivo do Sindivestuário
Sindivestuário/Divulgação
Idealizado pelo Sindivestuário para aumentar as oportunida-
des para as empresas expandirem seus mercados, reduzindo
custos e aumentando a eficiência e a satisfação dos clien-
tes, o B2B possibilitará um ambiente de colaboração entre
os agentes da cadeia produtiva. O acesso ao software, que
disponibilizará uma plataforma de negociação online para os
empresários do setor, estará disponível em breve. Enquanto
isso, o B2B segue em fase de divulgação.
B2B segue em fase de divulgação
Diretor-executivo do Sindivestuário e
Roberto Campos, durante a Feimaco 2013
Confira novo vídeo sobre o B2B Sindivestuário Comprador no site do Sindivestuário (www.sindivestuario.org.br/B2B)