Jul • Ago • Set 2014 |
medicina nuclear em revista
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o especial ista
de imagem. Sobre o tema, também
temos conversado com a SBMN,
cujo papel será de enorme impor-
tância mais uma vez.
Quais as perspectivas para
o futuro da radiologia?
Nós que vivemos as últimas duas ou
três décadas ligados à radiologia
achamos que o futuro já chegou. Era
impossível imaginar, na década de
1980, por exemplo, a aquisição de um
número impressionante de imagens
em tempo curtíssimo, qualquer que
fosse ométodo utilizado. Sem falar
nas inúmeras possibilidades de trata-
mento, processamento, transmissão,
arquivamento de imagens e aplicação
de diversos softwares para uma enor-
midade de condições. Imaginar como
será lá na frente, diante do que já
temos hoje, parece ousado. Tudo será
possível, isto é, equipamentos meno-
res, mais amigáveis, que produzam
menos radiação. E, claro, desejamos
viver e ver de modo consistente a apli-
cação clínica de todo o potencial da
imagemmolecular.
Como o senhor vê a relação da
radiologia com a medicina nuclear
no sentido institucional?
De forma muito construtiva. Temos
muito mais assuntos em comum do
que eventuais diferenças. Nossas ins-
Anos atrás, mesmo com a oportu-
nidade necessária que muitos de
nós tivemos, em algumas de nos-
sas melhores residências médicas,
de uma formação mínima do
radiologista em medicina nuclear,
e vice-versa, poucos souberam
aproveitá-la. Hoje, e já falamos
um pouco sobre isso, o crescimen-
to na prática clínica de métodos
híbridos está fazendo com que
voltemos a buscar essa formação
mais completa. Assim, na prática
clínica, estamos aprendendo a
conhecer melhor cada uma das
especialidades. Enquanto institui-
ções, precisamos ter a preocupa-
ção, ou melhor, o objetivo de aju-
darmos a construir programas
que formem profissionais com
conhecimento mais aprofundado
nas duas especialidades.
tituições estão de mãos dadas nas
mais diversas ações institucionais. A
Defesa Profissional ilustra bem essa
união: levamos juntos nossas
demandas, angústias e necessidades
da área aos diversos órgãos com que
nos relacionamos, conferindo maior
credibilidade e consistência a essas
ações. No campo científico, é muito
importante a realização de eventos
conjuntos. Também nas residências
médicas e cursos de aperfeiçoamen-
to, entendo que devemos somar
esforços para uma ação mais integra-
da de nossas comissões de ensino.
Isso sem falar nos programas de
acreditação/qualidade, em que temos
de nos organizar de modo integrado.
E quanto à rotina prática?
Medicina nuclear e radiologia se
completam?
© sbmn • divulgação
henrique carrete júnior durante reunião
com a diretoria da SBMN e o secretário-geral
da amb, aldemir soares