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Jul • Ago • Set 2014 |
medicina nuclear em revista
24
C&T
blindagens fixas (folhas de chumbo
e argamassa baritada), bancadas e
visores blindados, capelas de mani-
pulação de radiofármacos e blinda-
gens específicas para fontes radioa-
tivas. “Já para controle de qualidade
e medidores de radiação, existe uma
oferta bemmenor de fornecedores
nacionais, sendo necessária, na
maioria dos casos, a importação
desses equipamentos”, destaca
Malvestiti. Ele acrescenta que, do
ponto de vista de pessoal capacitado
pararadioproteção, a CNEN tem se
dedicado a aumentar o número de
supervisores no País, de forma a
atender à demanda dos serviços de
medicina nuclear e fomentar a cul-
tura de radioproteção.
Umdos critérios destacados pela
Norma nº 3.05 é a quantidade de pro-
fissionais que devematuar nos servi-
ços deMN: o titular é responsável
pela aplicação das resoluções da
CNEN e pela segurança radiológica
dos pacientes e profissionais; o res-
ponsável técnico (que deve ser médico
com título de especialista) é aquele
que estabelece e supervisiona as ativi-
dades da equipe médica; e o supervi-
sor de proteção radiológica controla a
qualidade dos equipamentos e o plano
de proteção radiológica. “Sua eficiência
está diretamente relacionada aos pro-
fissionais capacitados que atuamnos
serviços deMN”, acrescentaMaria.
As instalações físicas adequadas
devem conter uma sala de espera e
um sanitário exclusivo para pacien-
tes injetados, local de manipulação e
armazenamento de produtos radioa-
tivos, sala de administração de radio-
fármacos, sala de exames e local para
rejeitos radioativos. As áreas tam-
bém devem ser classificadas como
monitoração individual e dos níveis
de notificação para indivíduos ocupa-
cionalmente expostos, monitoração
da contaminação dos ambientes, pre-
paro e administração de radiofárma-
cos para terapia, internação e libera-
ção do paciente injetado para terapia e
omanuseio de rejeitos radioativos.
Para que a radioproteção seja efe-
tiva, é necessária a participação de
diversos profissionais, comdestaque
para o físicomédico, responsável pelo
controle de qualidade, radioproteção
e interface lógica entre a equipe médi-
ca e a técnica. “Quando imaginamos
um físico emmedicina nuclear, logo
nos vemà cabeça o setor de radiopro-
teção, todavia a inserção desse profis-
sional na área tem inúmeras outras
funções, que geralmente se dividem
entre as áreas assistencial, de ensino e
pesquisa e desenvolvimento”, destaca
o físico chefe no Instituto do Câncer
do Estado de São Paulo (Icesp),
JoséWillegaignon.
Na área assistencial, esses profis-
sionais podemdar suporte no atendi-
mento a pacientes que chegamà clíni-
ca para serem submetidos a procedi-
livre (baixo risco de exposição), con-
trolada (com regras especiais de pro-
teção e segurança) e supervisionada.
Já em relação aos equipamentos, os
serviços de medicina nuclear devem
possuir um sistema de aquisição de
imagem, calibrador de dose, monitor
de contaminação de superfície,
monitor de taxa de exposição, equi-
pamentos e materiais de proteção
individual e fontes radioativas de
referência para testes periódicos.
Além disso, devem ser realizadas
monitorações frequentes para asse-
gurar que as rotinas sejam realizadas
de forma satisfatória.
Paramedir a radiação, énecessário
que os serviços demedicinanuclear
tenhamequipamentosdeproteção indi-
vidual e coletiva, como luvas descartá-
veis, jalecos demanga longa, transpor-
tadores blindados de frasco e seringa,
pinças demanipulação, blindagempara
manipulação, transporte e armazena-
mentode fontes radioativas e rejeitos.
Alémdisso, o documento define
como deve ser o recebimento das fon-
tes radioativas, amanipulação e
administração de radiofármacos, a
Confira os
detalhes da
Norma nº 3.05
da CNEN:
www.cnen.gov.br/
seguranca/normas/
pdf/Nrm305.pdf