27 PLASTIKO‘S PESQUISA INÉDITA medidas que poderão melhorar a qualidade de vida dos profissionais como um todo como, por exemplo, sugerir protocolos de cirurgia segura em contextos similares a fim de permitir a manutenção do volume cirúrgico ou sugerir preparo/atualizações para auxílio no atendimento inicial de emergências”, destaca o pesquisador responsável o Dr. Guilherme Frederico Ferro Alves, residente do 1º ano do Serviço de Cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). “Omais importante é observar a realidade deste impacto e permitir ao cirurgião plástico o preparo para futuras situações similares para que o risco de queda na qualidade de vida não seja ignorado”, reforça. INICIATIVA DA ABCLP Cinco acadêmicos de medicina, membros da ABLCP, participaram da organização e desenvolvimento da pesquisa. São eles: Saulo Mendes Sobreira Neto, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Catherine Maureira Oyharçabal, da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Thiago Sipas Teixeira Luz, da Universidade Santo Amaro (UNISA), e o atual presidente da ABLCP, André Dias Coni, da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS). “A ideia desse projeto surgiu a partir de um bate-papo entra a diretoria da ABLCP diante da curiosidade em saber sobre qualidade de vida dos cirurgiões plásticos brasileiros e uma possível discrepância relacionada a alguns fatores. Apresentamos o projeto ao Dr. Dênis, que nos apoiou e ofereceu ajuda como orientador do projeto, abrindo as portas da SBCP para que pudéssemos realizar a pesquisa”, destaca. ODr. Guilherme reforça a importância da pesquisa conduzida pela Associação como um estudo atual e temporal devido a possibilidade de identificar o panorama do cirurgião plástico. “Por ser um estudo fundamentalmente descritivo, não conseguimos neste momento associar relação de causa e consequência entre os fatores avaliados, mas há a intenção de levantar dúvidas para que trabalhos futuros possamdirecioná-las de forma mais específica. Conseguimos associar quais aspectos estão relacionados amaior oumenor qualidade de vida. Já a importância temporal se dá pela reprodutibilidade da pesquisa. É possível repetir ométodo com confiança suficiente de que os resultados sejamdiretamente comparáveis, idealmente a partir de dois anos. Dessa forma, há praticidade para avaliar como evolui a qualidade de vida do cirurgião plástico brasileiro”, afirma. RAIO X DA QUALIDADE DE VIDA DOS CIRURGIÕES PLÁSTICOS A pesquisa foi realizada entre julho e dezembro de 2021 teve a participação de 168 cirurgiões plásticos e residentes na especialidade (todos sócios da SBCP). Confira a seguir alguns destaques do estudo: A maioria dos entrevistados foram homens (75%). Mulheres foram 24% Os entrevistados tinham a partir de 30 anos de idade 45%mais de 50 anos, 31,5% entre 40 e 49 anos e 23% entre 30 e 39 anos. 62% disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com sua qualidade de vida 63% estão satisfeitos ou muito satisfeitos com sua saúde 73% estão satisfeitos ou muito satisfeitos com sua capacidade para o trabalho 60% tiveram sua produção cirúrgica ou ambulatorial muito ou completamente afetada pela pandemia 50% tiveram as relações pessoais (amigos, parentes, conhecidos, colegas) muito ou completamente afetadas pela pandemia 47% tiveram a relação com e o meio de serviço muito ou completamente alterada negativamente pela pandemia 17% disse se sentir muito ou completamente esgotado fisicamente 33% se sente muito ou completamente esgotado mentalmente
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