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« Previous Page Table of Contents Next Page »11º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade 26 de junho de 2011
2 Acontece
Médico precisa ser valorizado
respeitadas as peculiaridades de cada uma das segmentações ou especiali-dades no País”, disse Carvalhaes. O problema considerado sério de forma uníssona pelos formadores da mesa redonda para a implantação de um programa de cargos e salários é a questão da diversidade e a extensão territorial do Brasil, onde há difcul-dades distintas em cada região. “Se imaginarmos a ESF na periferia de São Paulo (SP) e tentarmos comparar ao interior do Rio Grande do Norte, do Piauí ou do Rio Grande do Sul, va-mos encontrar diferenças gritantes”,
continua Cid Carvalhaes. De acordo com o presidente da FENAM, este fato é o grande motivador para rees-truturações contínuas na ESF. “Nossa luta é para que a ESF, a porta de en-trada do sistema de saúde, funcione de maneira adequada, técnica e etica-mente sustentável.”
Até hoje não existe uma política defnida para a fxação de equipes técnicas sufcientes e adequadas, es-pecialmente de médicos, nos postos do ESF, fato atribuído por Carvalhaes a interesses diversos de prefeitos e se-cretários de saúde, que acabamdistor-cendo o trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o presidente da FE-NAM deve haver uma porta de entra-da única no sistema, por meio de um concurso público amplo. “É preciso que se combata o poder dos prefeitos, secretários de saúde e gestores locais que exercem esse poder de maneira extremamente distorcida e engano-sa. É necessário que haja um controle muito mais rígido e que acabe de vez todo interesse eleiçoeiro de politica-gem local, de infuências e barganhas. Espero que essa mesa traga à tona re-fexões e sugestões para termos mais argumentos e segurança no momento de tentarmos encaminhar as soluções para estes problemas”, disse.
Mesmo sendo o Congresso Bra-sileiro de Medicina de Família e Co-munidade (CBMFC) um encontro de cunho científco, a organização abriu espaço para que fossem discutidos assuntos referentes à “valorização” e à “valoração” do profssional que atua na Estratégia Saúde da Família (ESF). Uma das oportunidades foi a mesa re-donda ‘Valorização do profssional da APS: plano de cargos e carreira’. Parti-ciparam da mesa o diretor de exercí-cio profssional da SBMFC, Cléo Bor-ges, a secretária executiva da Mesa Nacional de Negociações do SUS, e o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Cid Carvalhaes. Borges comentou que um fato preocupante para toda a categoria é a não existência de um padrão de re-muneração ao médico que trabalha para o Estado. “Na ausência de uma regra, cada local paga e contrata o médico de forma diferente”, disse. Fez coro ao diretor da SBMFC o presidente da FENAM, que julga de suma importância a regularização do profssional. “Os médicos que traba-lham na ESF necessitam de uma car-reira de Estado baseada em um plano de cargos, carreira, salários e venci-mentos e, naturalmente, que sejam
Quem fez
SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA DE FAMÍLIA
E COMUNIDADE
Presidente:
Gustavo Diniz Ferreira Gusso
Vice-Presidente:
Luiz Felipe Cunha Mattos
Secretária Geral:
Zeliete Zambon
Entidade responsável:
Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
Presidente:
Gustavo Diniz Ferreira Gusso
www.sbmfc.org.br
11º CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA DE FAMÍLIA
E COMUNIDADE
Presidente:
Sandro Rodrigues Batista
RS PRESS EDITORA
Jornalista responsável: Roberto Souza | MTB: 11.408
Editor chefe: Fábio Berklian
Editor: Faoze Chibli
Reportagem: Marina Panham, Rodrigo Moraes e Tatiana Almeida
Projeto Gráfico : Luiz Fernando Almeida
Diretor de arte : Leonardo Fial
Fotógrafo : Antônio Leal
Diagramação: Leonardo Fial, Luiz Fernando Almeida, Felipe Santiago
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