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Revista Vestir
Entrevista
Antonio Valter Trombeta
Perspectivas
positivas
Para novo presidente do Sindiroupas, parcerias e otimismo
serão fundamentais durante esses três anos de gestão
As expectativas
são as melhores
para os próximos
três anos, estou
bastante otimista.
Vamos tentar
realizar reuniões
frequentes
com os demais
membros da
diretoria para
chegarmos a
conclusões em
relação a todo
o segmento
Como foi o início da sua trajetória
profissional?
Trombeta -
Comecei a trabalhar com
alfaiataria muito cedo. Aos 10 anos tive
minha primeira experiência na área e
não parei mais. Dois tios eram alfaia-
tes – eles foram grandes exemplos e
me incentivaram na carreira. No início
da década de 1990 criei a empresa Via
Santony, dedicada exclusivamente à
confecção de trajes masculinos a rigor
para lojas de locação. Migrar de alfaia-
taria para confecção foi um processo
natural, começamos a fazer camisas a
rigor, depois criamos ternos e alguns
trajes especiais para noivos sob medida.
Fomos divulgando nosso trabalho no mer-
cado, a produção aumentou e hoje con-
feccionamos ternos, coletes e calças,
mas há 12 anos deixamos de fazer tra-
jes sob medida. Tivemos sucesso com o
segmento e atualmente possuímos 154
funcionários, tentando sobreviver no
mercado juntamente com a concorrên-
cia. Mudamos há um ano e meio para a
atual sede própria em São Bernardo do
Campo, mas sempre atuamos no ABC.
Quais são suas atividades?
Trombeta -
Minha rotina de trabalho
está baseada na fábrica, onde gerencio
a empresa. No Sindicato, participo das
reuniões e atuo em um grupo aqui da
região chamado Vestindo e Investindo
na Confecção do ABC (VIC), criado há
dois anos por confeccionistas dos mais
diversos segmentos – moda praia, uni-
forme, lingerie, entre outros. Nessas
reuniões discutimos o que fazer para
melhorar a mão de obra, participamos
de cursos de capacitação para aprimo-
rar a gestão dos negócios e trocamos
informações e experiências sobre a área.
Como o senhor avalia o setor atualmente?
Trombeta -
Há algum tempo a área têx-
til passa por uma fase complicada: falta
mão de obra qualificada o bastante para
nossas necessidades, a clientela diminuiu
e temos restrições em relação aos pro-
dutos importados, que de uma forma ou
de outra nos atrapalham bastante. Mas
está claro que o mercado precisa se ade-
quar ou iremos nos extinguir. Por outro
lado, creio que o Governo começará a se
Atuando com alfaiataria desde os 10 anos
,
Antonio Valter Trombeta foi eleito o novo presidente do Sindicato da Indústria
do Vestuário Masculino no Estado de São Paulo (Sindiroupas) – mais uma das
diversas conquistas acumuladas em sua carreira. Em 1990, criou a empresa Via
Santony, em São Bernardo do Campo, e participa ativamente de discussões no
grupo Vestindo e Investindo na Confecção do ABC (VIC) e das reuniões da dire-
toria do Sindivestuário para propor soluções aos atuais problemas do setor têxtil.
Mesmo sabendo que o mercado passa por uma fase difícil, ele acredita que as
parcerias entre os sindicatos e colaboradores, além do otimismo, são ferramen-
tas fundamentais para lidar com essas questões. Em entrevista à Revista Vestir,
ele conta detalhes da sua história, expõe sua opinião sobre o cenário atual e as
evoluções que acompanhou durante todo o período. Confira entrevista a seguir: