Página 10 - Medicina Nuclear em Revista 06

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Abr • Mai • Jun 2014 |
medicina nuclear em revista
10
in vivo
notícias institucionais da SBMN
A biologia reserva o
termo ‘metamorfose’
para toda mudança que
leva a um crescimento
ou diferenciação que
signifique uma evolução
de uma espécie para um
estágio mais adulto.
Assim como na nature-
za, há momentos em
que uma especialidade
médica passa por trans-
formações que são ver-
dadeiras metamorfoses.
O desenvolvimento da
tomografia computado-
rizada e da ressonância
magnética marcaram
ummomento de reno-
vação e crescimento
para a radiologia; a
angioplastia das arté-
rias coronárias redefiniu
o tratamento da angina
e do infarto, mudando a
prática cardiológica
moderna; as vacinas
mudaram o enfrenta-
mento das doenças
infecciosas, citando
alguns exemplos. A
medicina nuclear tam-
bém passa por um
momento similar. Com
a excepcional sinergia
criada entre o SPECT e o
PET com a tomografia
computadorizada
observada nos equipa-
Medicina nuclear:
desafios e perspectivas
cenário
mentoshíbridosdeSPECT/CT
e PET/CT, a especialidade
recebeu um impulso formi-
dável de aumento da apli-
cabilidade clínica e desen-
volvimento de novas pes-
quisas, notadamente de
novos radiotraçadores.
A medicina nuclear brasilei-
ra é responsável por um
dos maiores crescimentos
observados na área de ima-
gemmédica mundial, com
os números mais atuais
dando conta de mais de 110
equipamentos de PET/CT
instalados e um total de 11
cíclotrons em produção. Em
virtude da distribuição de
equipamentos de PET/CT
em quase todos os estados
federativos, garantindo
cobertura para toda a
população nacional, com a
inequívoca demonstração
científica de custo-efetivi-
dade desse exame no
Brasil, o Ministério da
Saúde aprovou a incorpora-
ção do exame de PET/CT na
tabela do Sistema Único de
Saúde (SUS), o que permi-
tirá que milhares de brasi-
leiros se beneficiem anual-
mente desta que é uma
das técnicas mais acuradas
e confiáveis para avaliação
de doenças oncológicas,
cardiológicas, neurológicas
e infecciosas, entre outras.
Aliadas à consolidação do
PET/CT na prática clínica
nacional, outrasmudanças
dignas de nota ocorreramou
estão por ocorrer namedici-
na nuclear brasileira, como a
filiação da Sociedade
Brasileira deMedicina
Nuclear junto à AMB e reali-
zação pela primeira vez do
exame de suficiência para
obtenção de Título de
Especialista emMedicina
Nuclear; aumento do núme-
ro de centros formadores de
médicos nucleares, contri-
buindo para a expansão da
especialidade comqualida-
de; acordos de cooperação
internacionais que facilitem
a qualificação dos profissio-
nais brasileiros e permitam
a troca de experiência e
desenvolvimento de profis-
sionais, sendo omais avan-
çado o selado coma
Associação Europeia de
Medicina Nuclear; perspecti-
vas de aprovação de radio-
fármacos inovadores que
facilitema prática diagnósti-
ca e agreguemgrande valor
à terapia; grande número de
pesquisas nacionais e inter-
nacionais que podem trazer
grandes avanços na qualida-
de de imagem, redução na
exposição à radiação e
melhoria das ferramentas
diagnósticas.
Apesar do cenário favorá-
vel e estimulante, existem
óbices ao pleno desenvolvi-
mento da especialidade
que estão sendo tratados
commuita atenção pela
SBMN. O primeiro deles é o