medicina nuclear em revista
| Abr • Mai • Jun 2014
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C&T
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Os procedimentos de medicina nuclear são extremamente
úteis para as crianças, por serem pouco invasivos e capa-
zes de detectar alterações funcionais decorrentes de algu-
mas doenças, antes que outros métodos de imagem sejam
capazes de realizá-lo. Sendo assim, é possível um diagnós-
tico mais precoce, a introdução mais rápida ao tratamento
e monitoramento da resposta terapêutica.
De acordo com o responsável técnico pelos serviços
de MN convencional e de PET/CT da Santa Casa de
Misericórdia de Porto Alegre (RS) Osvaldo Estrela, são
diversos os benefícios para as crianças que se submetem
aos exames de MN, não só pelo fato de os diagnósticos
serem baseados em alterações funcionais ou metabólicos
como, principalmente, por serem pouco invasivos e com
baixas doses de radiação. “É preciso salientar que usamos
radiação ionizante em doses dentro dos limites preconiza-
dos pelas agências reguladoras, e atualmente há uma
intenção mundial de reduzir essas doses até o limite
possível sem interferir na qualidade dos exames”, diz.
Para ele, “o interessante dos exames diagnósticos de
MN é que, em determinadas situações, eles são utilizados
com a finalidade de mostrar se a doença tem ou não afini-
dade pelo radiofármaco que, posteriormente, poderá ser
utilizado de forma terapêutica, marcado com o mesmo
radionuclídeo ou outro com características terapêuticas
mais definidas, como o radiofármaco teranóstico”.
O cálculo das doses para as crianças leva em considera-
ção o peso corporal, portanto, a radiação recebida é muito
baixa, sendo, na maioria das vezes, menor que a de outros
procedimentos radiológicos, como a tomografia computa-
dorizada. “As pequenas doses de substâncias radioativas
(radiofármacos) administradas aos pacientes para a obten-
ção das imagens na medicina nuclear são praticamente
isentas de efeitos colaterais”, destaca o médico nuclear e
diretor do Núcleos – Centro de Medicina Nuclear em
Brasília (DF), Ênio de Freitas Gomes.