Página 21 - Medicina Nuclear em Revista 06

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medicina nuclear em revista
| Abr • Mai • Jun 2014
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C&T
ças, a publicação destaca que as indi-
cações mais frequentes durante o
primeiro ano de vida incluem con-
vulsões, tumores, efeito da hipoter-
mia e hipóxia, avaliação de fluxo de
fluido cerebrospinal e assistência na
determinação de morte encefálica.
Como resultado dessa pesquisa, o
grupo de medicina nuclear pediátrica
organizou conferências e workshops
que incluírampediatras, especialistas
emmedicina nuclear, físicos e tecnó-
logos da América do Norte, represen-
tantes da The Society of Nuclear
Medicine andMolecular Imaging
(SNMMI), da Sociedade de Radiologia
Pediátrica dos EUA e do Colégio
Americano de Radiologia. Seu objeti-
vo foi divulgar os resultados e pro-
mover mudanças, como a redução da
variação das doses de radiofármacos
pediátricos, abordando as doses
mínimas administradas para os
pacientes menores, bem como doses
por quilo de peso corporal.
é preciso salientar
que usamos
radiação ionizante
em doses dentro dos
limites preconizados
pelas agências
reguladoras, e há
uma intenção mundial
de reduzir essas doses
até o limite possível
sem interferir na
qualidade dos exames
© Osvaldo estrela • Arquivo pessoal
Para Gomes, quando os exames
de MN são realizados em crianças, os
pais precisam ser orientados para
que saibam que a medicina nuclear
pode fornecer valiosas informações
diagnósticas nem sempre facilmente
obtidas pelos outros métodos de
diagnóstico por imagem. “Quando há
preconceito, é devido à falta de infor-
mação dos pais, pois até mesmo
alguns profissionais de saúde que
não possuem a especialidade acabam
solicitando outros exames radiológi-
cos”. Cabe ao médico desmitificar a
MN, uma vez que todos os procedi-
mentos seguem protocolos bem esta-
belecidos. “A presença de pelo menos
um dos pais na sala de exames é
desejável”, destaca Gomes.
Discussões recentes
De acordo como estudoNuclear
Medicine in the First Year of Life, publica-
do noThe Journal of NuclearMedicine,
em2011, amedicina nuclear temimpor-
tante papel no cuidado de recém-nasci-
dos e crianças commenos de umano.
Odocumento destacouque as indica-
ções clínicas são amplas e que esses
procedimentos servempara o diagnós-
tico e avaliação de doenças do sistema
nervoso central, endócrino, cardiopul-
monar, linfático, gastrointestinal, geni-
turinário, emusculoesquelético, bem
como de doenças oncológicas.
Os autores do estudo, especialis-
tas da Divisão de Medicina Nuclear e
ImagemMolecular do Hospital
Infantil de Boston e HarvardMedical
School, analisaram, entre 2000 e
2009, 2.570 crianças menores de um
ano de idade que passaram por
diversos procedimentos de MN. Em
relação ao uso de PET/CT em crian-
Osvaldo Estrela, responsável Técnico
pelos Serviços de Medicina Nuclear
Convencional e de PET/CT da Santa Casa
de Misericórdia de Porto Alegre (RS)
Estudo renal dinâmico: avaliação de hidro-
nefroses e dilatações do sistema urinário.
Cintilografia renal estática: quantificação da
função renal e pesquisa de pielonefrite.
Cistografia radioisotópica direta e indire-
ta: diagnóstico de refluxo vesicoureteral
e seu seguimento após o tratamento.
Pesquisa de refluxo gastroesofágico e
quantificação do esvaziamento gástri-
co: criança com vômitos frequentes.
Cintilografia óssea: suspeita de osteomie-
lite e pesquisa de metástases ósseas.
Confira alguns
procedimentos que
podem ser utilizados
em crianças: