Página 31 - Medicina Nuclear em Revista 06

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medicina nuclear em revista
| Abr • Mai • Jun 2014
31
na prática
por
Olga Defavari
muito abaixo do ideal. Poucos são os
hospitais públicos que possuemum
serviço de medicina nuclear e as dis-
ponibilizam”, analisa Gomes.
A terapia com radioiodo para tra-
tamento do hipertireoidismo é indi-
cada, principalmente, nos casos de
hipertireoidismo refratário ao trata-
mento clínico, que ocorre emmais de
50% dos pacientes. Pode ser usada
nos casos de doenças de Graves e do
Plummer (método de eleição nos
Estados Unidos, seguro, realizado
em regime ambulatorial). “A utiliza-
ção de doses adequadas leva à cura
do hipertireoidismo, com poucas
exceções”, afirma o especialista.
O octreotato-
177
Lu é utilizado no
tratamento de tumores neuroendó-
crinos não operáveis ou metastáti-
cos, com relevantes resultados. O
protocolo consiste em quatro doses
do radiofármaco, aplicadas em
ambiente hospitalar com intervalo
Terapias
com
Utilizados para
o tratamento de
doenças e também
como paliativo,
os radiofármacos
são importantes
aliados de médicos
e pacientes
material
radioativo
Nuclear de Brasília. Dentre os trata-
mentos com radiofármacos disponí-
veis e atualmente utilizados no
Brasil, destacam-se: terapias com
radioiodo (
131
I) para tratamento do
carcinomadiferenciado da tireoide e
do hipertireoidismo; com
octreotato-
177
Lu e MIBG-
131
I para
tratamento de tumores neuroendó-
crinos; com EDTMP-
153
Sm para
tratamento paliativo de dores
ósseas por metástases e com hidro-
xiapatita HA-
153
Sm e HA-
90
Y para
radiossinovectomia.
Omédico ressalta que dentre as
terapias com radiofármacos, a que
utiliza
131
I para o tratamento do carci-
noma diferenciado da tireoide é a
mais comumno Brasil, mas reforça
que o País não consegue atender de
maneira adequada a todos os pacien-
tes que a necessitam. “As demais tera-
pias com radiofármacos ainda são
bastante incipientes por aqui, estão
Além de sua importância diagnóstica
na medicina nuclear, os radiofárma-
cos podem ser utilizados em diversas
formas de tratamentos. “É uma
modalidade que utiliza elementos
emissores de radiação beta ou alfa.
Embora concentrem alta energia,
atuam praticamente apenas sobre os
tecidos doentes”, explica o especialis-
ta emmedicina nuclear Gustavo
Gomes, diretor de Qualidade do
Grupo Núcleos – Centro de Medicina