Jul • Ago • Set 2014 |
medicina nuclear em revista
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o especial ista
Relacionamento
construtivo
Sociedades de medicina
nuclear e de radiologia
mostram que é possível
conviver em um ambiente
de parceria e
desenvolvimento
por
LAIS AMBIEL
Presidente do Colégio Brasileiro
de Radiologia e Diagnóstico por
Imagem (CBR), Henrique Carrete
Júnior graduou-se em 1987, fez
residência médica no Hospital
Heliópolis, mestrado e doutorado
na Escola Paulista de Medicina da
Universidade Federal de São Paulo
(EPM/Unifesp) e fellowship em
neurorradiologia na França
e foi chefe da Coordenadoria
de Ressonância Magnética
da EPM/Unifesp.
Carrete Júnior é autor de dezenas de
publicações científicas e capítulos
de livros, sendo o mais recente
Encéfalo, da Série CBR (Elsevier),
vencedor do Prêmio Jabuti em 2013.
Na Sociedade Paulista de Radiologia
(SPR), foi segundo e depois primeiro-
-secretário e também vice-presidente
do Clube Roentgen. Atuou em
diversas comissões do CBR e tam-
bém como primeiro-secretário, de
2008 a 2010. Atualmente, preside o
CBR e coordena a Comissão de
Valorização do Título de
Especialista da Associação Médica
Brasileira (AMB).
Em entrevista exclusiva à Medicina
Nuclear em revista, Carrete Júnior
ressalta que o relacionamento entre
radiologia e medicina nuclear é
construtivo e que as especialidades
possuemmuito mais assuntos em
comum do que eventuais diferenças.
O que há de mais positivo entre as
especialidades de radiologia e medi-
cina nuclear?
São especialidades commuito em
comum e muitos aspectos positivos.
Beneficiaram-se fortemente de todo
o desenvolvimento tecnológico das
últimas décadas, atingindo patamar
de importância ímpar na cadeia de
atendimento à saúde. O mais inte-
ressante disso é que todo esse
desenvolvimento tecnológico aca-
bou por unir ainda mais as especia-
lidades e os especialistas que atuam
no Brasil. Um exemplo é a evolução
de métodos de imagens híbridas,
que faz cada vez mais nos interes-
sarmos pelo conjunto das duas
áreas, pelo trabalho somado, pela
educação continuada e pela forma-
ção integrada dos profissionais que
estarão em nosso lugar no futuro.
2014 marca o encerramento de sua
gestão à frente do CBR. Que balan-
ço o senhor faz do período?
Em geral, foi um período muito
positivo. Temos um CBR forte, como
sempre tivemos, mas certamente
mais unido, commuita credibilida-