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Jul • Ago • Set 2014 |
medicina nuclear em revista
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e s pec i al
c arre i ra
. Nossa realidade
ainda não permite o
uso de PET/CT, mas
acompanho com
entusiasmo os
avanços da SBMN na
luta pela inclusão e
valorização dessa
tecnologia no
Sistema Único
de Saúde
carro até aqui. Para que seja eficaz,
precisamos comprar o dobro do
material necessário, pois perdem a
validade antes de chegar ao local. A
falta de PET/CT afeta a população,
pois os pacientes precisam se deslo-
car por quatro horas para ter acesso
ao exame”, relata Bornemann.
Falta de profissionais
e desafios
Além da falta de tecnologia, algumas
regiões são afetadas pela escassez de
profissionais de MN. Em Rondônia,
Borelli é o único médico nuclear e
mesmo assim consegue atender toda
a região, além de parte do Acre e do
Amazonas. “Nos últimos quatro
anos participamos de um processo
de constante aperfeiçoamento dos
serviços médicos regionais. O estado
possui hoje serviços de oncologia
bem estruturados e não deve a
nenhum grande centro na área de
cardiologia, por exemplo. Nesse sen-
tido, a população não necessita se
deslocar a outros centros para reali-
zar tratamentos médicos”, completa.
Para ele, a especialidade tem cami-
nhado para a independência e ficará
cada vez mais forte com fiscalizações
aos centros formadores e serviços de
regiões mais remotas, para garantir
que pacientes sejam atendidos por
profissionais capacitados, bem
remunerados e presentes aos locais
de trabalho.
compra de materiais, e o retorno do
investimento era baixo. Hoje a espe-
cialidade ganhou força, pois vários
lugares do País oferecem a residên-
cia.” Entretanto, até o momento o
Centro não possui PET/CTdevido ao
valor elevado do aparelho. Souza
Filho destaca que atualmente eles
compram os radiofármacos para
fazer um exame em um paciente e
ficam na expectativa para saber se
vai chegar a tempo, devido à distân-
cia, já que compram de Brasília.
“A questão do transporte é crítica,
só há uma companhia que realiza
esse transporte. Às vezes parece que
investimos no escuro ao comprar
um PET/CT – podemos ter o retor-
no ou não. Sabemos que hoje há dois
PET/CT emManaus, em duas clíni-
cas distintas”, conta.
Em Porto Velho, realiza-se toda
a medicina nuclear conhecida como
convencional. Eles contam com
gama-câmara de última geração
para realização de cintilografias,
além de quarto terapêutico e Gama
Probe para cirurgias radioguiadas.
“Nossa realidade regional ainda não
permite utilização de tecnologia
PET/CT, mas acompanho com
entusiasmo os avanços recentes da
SBMN na luta pela inclusão e valo-
rização de PET no Sistema Único de
Saúde. Assim, quem sabe, em breve
Porto Velho tenha um PET/CT em
funcionamento”, expõe Borelli.
Santa Maria também não possui
PET/CT, mas os profissionais da
área vêm discutindo a possibilidade.
“Os radiofármacos são produzidos
em Porto Alegre e precisam vir de
PET/CT: tecnologias
e valores defasados
Em relação às tecnologias oferecidas
pelo Centro de Medicina Nuclear
(Cenusa) de Manaus (AM), o médico
nuclear Fernando Mattos de Souza
Filho relembra todas as dificuldades
que encontrou na cidade. Ele relata
que, em 1981, poucas pessoas conhe-
ciam a MN e não existia ainda o
IPEN ou até mesmo internet.
“Compramos um cintilógrafo e rea-
lizávamos exames de tireoide, ossos
e pulmão. Quando surgiram as
gama-câmaras, não tínhamos como
comprar, pois erammuito caras - só
o fizemos no final da década de 1980.
Acredito que evoluímos com a MN.”
Para ele, atualmente as dificul-
dades encontradas são pequenas se
comparadas com as de 30 anos atrás.
“Tínhamos dificuldades para divul-
gar a necessidade do método e na
carlos borelli, médico
nuclear em porto velho