medicina nuclear em revista
| Jul • Ago • Set 2014
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in vivo
notícias institucionais da SBMN
Pesquisadores do Centro
de Medicina Nuclear do
Instituto de Radiologia do
Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo
(InRad - HC-FMUSP) con-
cluíram estudo pré-clínico
realizado em ratos com o
Carbono 11 – molécula PiB
(
Pittsburgh Compound B)
ou composto B, que auxi-
lia no diagnóstico mais
preciso da doença de
Alzheimer. Esta é a pri-
meira vez que o radiofár-
maco é produzido no
Brasil.
Coordenada pelo professor
Dr. Carlos Alberto
Buchpiguel e pela Dra.
Daniele de Paula Faria, a
pesquisa científica neces-
sitou de infraestrutura e
logística complexas. Os
pesquisadores utilizaram
o cíclotron e o módulo de
síntese para Carbono 11
do Centro Integrado
de Produção de
Radiofármacos do InRad,
além do Laboratório de
Radiofarmácia equipado
com um micro PET/CT
para pesquisa pré-clínica
com pequenos animais.
A produção do 11C-PIB foi
Radiofármaco que auxilia no diagnóstico
da doença de Alzheimer é produzido pela
primeira vez no Brasil
das placas beta-
-amiloides no cérebro
tem relação com redu-
ção progressiva das
funções cerebrais cog-
nitivas e motoras.
O uso do 11C-PIB, pro-
duzido apenas em
alguns centros de
investigação mundial
localizados na Europa,
EUA, Japão e recente-
mente no Uruguai,
chega ao Brasil com 10
anos de atraso, mas
com benefícios incon-
dicionais aos portado-
res de Alzheimer, nes-
se primeiro momento.
Outras doenças neuro-
degenerativas serão
também foco de proje-
tos de pesquisas no
Centro de Medicina
Nuclear do InRad.
Segundo os pesquisa-
dores, esse marcador
pode contribuir para o
diagnóstico mais ade-
quado da doença de
Alzheimer, que não tem
cura, mas se tratada
adequadamente pode
melhorar a qualidade
de vida do paciente.
Fonte:
HC-FMUSP
marcador pode contribuir para o
diagnóstico mais adequado da doença
© shutterstock
otimizada nessa estrutura,
assim como todos os con-
troles de qualidade físico-
-químicos e biológicos
para injeção
in vivo.
A biodistribuição adequa-
da do radiofármaco foi
testada em ratos, e o pró-
ximo passo é a validação
de todo o processo para
poder utilizar esse radio-
fármaco em pacientes.
O novo método, capaz de
distinguir o Alzheimer de
outras formas de demência,
trará importante contribui-
ção para identificar a con-
centração de
beta-amiloide (proteína que
se acopla às placas senis,
causando danos às células
cerebrais) no cérebro.
No PET, o paciente recebe
a injeção do marcador
radioativo, com meia-vida
de apenas 20 minutos,
que se liga aos depósitos
de beta-amiloide encon-
trados no cérebro, visíveis
nas imagens produzidas
pela tomografia, fornecen-
do um mapeamento da
distribuição e quantidade
da proteína. A formação
novo método