Jul • Ago • Set 2014 |
medicina nuclear em revista
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in vivo
notícias institucionais da SBMN
A realização de exames para diagnósticos
como embolia pulmonar, tumores e infarto
do miocárdio esteve perto de ser comprome-
tida no Brasil em meados de julho deste
ano, em função da possível falta do
molibdênio-99 (Mo-99), radioisótopo usado
como matéria-prima para geração do
tecnécio-99m (Tc99m). O alerta foi dado
pela Sociedade Brasileira de Medicina
Nuclear (SBMN). A entidade explica que o
Brasil depende da importação do Mo-99 da
Argentina, Canadá e África do Sul, sendo
que os dois últimos apresentaram proble-
mas em suas produções, o que afetou o
fornecimento do elemento à Comissão
Nacional de Energia Nuclear (CNEN),
autarquia federal, vinculada ao Ministério
da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI),
responsável por executar ações de pesquisa,
desenvolvimento, promoção e prestação de
serviços na área de tecnologia nuclear e
suas aplicações para fins pacíficos.
Devido a esse cenário, a entrega de gerado-
res do tecnécio-99m fornecidos pelo
Instituto de Pesquisas Energéticas e
Nucleares (Ipen), órgão ligado à CNEN, res-
ponsável pela distribuição do gerador de
Tc99m, foi parcialmente suspensa. Em
comunicado, a instituição relatou que a
Falta de
molibdênio-99 no
Brasil preocupa
especialistas
crise
quantidade a ser recebida via Argentina é
menor que a metade do necessário:
“Apesar dos esforços (...) a quantidade
embarcada será muito abaixo das
nossas necessidades, pois temos uma
demanda de 420 Ci e estimamos que
iremos receber apenas 160 Ci. Portanto,
para atender a todos os nossos clientes
de forma equânime, iremos enviar
neste final de semana ...(para cada)...
Instituição um gerador de tecnécio
com atividade máxima de 500 mCi”.
Segundo a SBMN, a atividade máxima
normal chega a 2000 mCi.
De acordo com o presidente da SBMN,
Celso Darío Ramos, o frágil cenário oca-
sionado pela dependência do Brasil
pela importação do Mo-99 reforça o
fato de que o País necessita encontrar
outros meios de obter o material e
implantar urgentemente um reator que
seja capaz de suprir a demanda nacio-
nal. Apesar de aprovada, a implantação
do Reator Multipropósito Brasileiro,
que permitirá ao Brasil a autossuficiên-
cia na produção de radioisótopos,
ainda levará anos para acontecer.
molibdênio é
essencial para
a prática da
medicina nuclear
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