medicina nuclear em revista
| Out • Nov • Dez 2014
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o especial ista
uma das mais seguras. Ao mesmo
tempo, é talvez a mais regulamenta-
da e fiscalizada dentre todas. Várias
publicações médicas confirmam a
segurança da medicina nuclear,
inclusive uma recente, do Journal of
Nuclear Medicine, em que foram
acompanhadas mais de ummilhão
de doses de radiofármacos e não
houve um único caso sequer de mor-
te ou internação ocasionada por rea-
ção adversa a esses medicamentos.
Em contrapartida, centenas de pes-
soas morrem todos os anos por rea-
ções adversas a analgésicos, antibió-
ticos e contrastes iodados.
O que pode ser feito para mudar
esse cenário?
Ensinar e divulgar amedicina
nuclear, que é tambémo principal
fármacos, além de empresas de
radioproteção, manutenção de equi-
pamentos, e outras, a disseminação
de equipamentos PET/CT pelo País,
o aumento de três para oito indica-
ções de PET/CT aprovadas pela
Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e a incorporação
do exame na tabela do SUS, ainda
que sem valor determinado. Apesar
disso, a medicina nuclear brasileira
ainda é muitas vezes menor que nos
Estados Unidos, Japão e países da
Europa. É tambémmenor, relativa-
mente ao tamanho da população, que
a de países vizinhos como é o caso da
Argentina.
O que pode explicar isso?
Não há dúvida de que o governo brasi-
leiro poderia contribuir para que ocor-
resse umnovo impulso da especialida-
de. Precisamos que sejam implanta-
dos novos serviços demedicina
nuclear nos hospitais públicos, princi-
palmente nos universitários, inclusive,
naqueles relacionados às novas facul-
dades demedicina que estão sendo
criadas. Precisamos que amedicina
nuclear seja remunerada adequada-
mente pelo SUS e convêniosmédicos.
Precisamos urgentemente que novos
radiofármacos, disponíveis em todo o
mundo e produzidos no Brasil, pos-
samser aqui comercializados.
A regulamentação é um problema
para o avanço da especialidade?
Amedicina nuclear sofre o precon-
ceito de que é perigosa. No entanto,
dentre as mais de 50 especialidades
médicas que atuam no País, ela é