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Out • Nov • Dez 2014 |
medicina nuclear em revista
16
o especial ista
foco da SBMN. Uma das principais
ferramentas para isso são os nossos
congressos, que tornamos anuais a
partir de 2012. Mas há outras, como o
curso hands-on de PET/CT, criado em
2011 e coordenado pelo Dr. Sérgio
Altino, que já está na sua sexta edição
emquatro anos; os cursos para bio-
médicos também criados em 2011,
coordenados pela Dra. Solange
Nogueira; as reuniões didáticas men-
sais emSão Paulo e no Rio de Janeiro.
Tambémnos últimos 4 anos, foram
publicados dois livros pela SBMN -
PET e PET/CT emOncologia e o livro
emhomenagemaos 50 anos da
Sociedade Brasileira de Medicina
Nuclear. Nossa revista informativa tri-
mestral –Medicina Nuclear em revista
– criada há poucomenos de 2 anos, já
está na oitava edição. Há tambémum
trabalho de assessoria de imprensa,
de divulgação de informação no site e
de comunicação via redes sociais, no
último ano. Alémdisso, podemos
olhar por outro ângulo. Se amedicina
nuclear brasileira ainda é relativa-
mente pequena, isso deve ser visto
como um campo aberto de oportuni-
dades. Se tivermos ameta de dobrar o
tamanho da especialidade no País,
não será um exagero pois, ainda
assim, ela continuariamenor que a de
alguns países vizinhos. Para que isso
ocorra, para fortalecer as ações da
SBMN, precisamos de “sangue novo”,
da participação ativa dos mais jovens.
O 28° Congresso Brasileiro de
Medicina Nuclear atraiu um grande
número de pessoas. Que avaliação o
senhor faz do evento?
Esta foi a primeira vez em que o con-
gresso brasileiro aconteceu pelo ter-
ceiro ano consecutivo. Na verdade, foi
dos aqui no Brasil. Cito um exemplo:
a colinamarcada com flúor-18 (colina
-18F) é atualmente omelhor radiofár-
macos mundialmente disponível para
acompanhar pacientes com câncer de
próstata, uma doença altamente pre-
valente no Brasil. Dois institutos do
próprio governo, por sinal muitíssimo
competentes – IPEN e CDTN –, inves-
tiramumvolume considerável de
recursos financeiros e logísticos e já
produzema colina-18F há quase dois
anos. Entretanto, o produto, que é
extremamente seguro, não pode ain-
da ser comercializado no País e bene-
ficiar pacientes brasileiros com câncer
de próstata. Ambos os institutos ain-
da não conseguiram conduzir o pro-
cesso de registro determinado pelo
próprio governo, por meio da Anvisa.
É condição básica para o desenvolvi-
mento daMNno País que a Anvisa
torne ágil e eficiente o processo para o
registro de radiofármacos. O retorno
das ações da SBMN junto à Anvisa
realizados desde o início deste man-
dato tem sido lento, apesar de contí-
nuo. O auge desse retorno ocorreu no
28
o
CBMN, quando tivemos uma
apresentação formal e tambémuma
reunião de trabalho com representan-
tes da Anvisa, comdestaque para o
Dr. MarceloMoreira, que está empe-
nhado em resolver essa situação. Ele
tem conseguido avanços e provavel-
mente embreve teremos o primeiro
radiofármaco registrado no País.
Trata-se de um começo, mas ainda
faltarãomais de 30 outros radiofár-
macos para serem registrados, além
dos novos que surgem todos os anos.
A reaproximação com o CBR foi
outro ponto marcante desta gestão.
Como o senhor avalia este fato?
o quinto congresso que SBMN pro-
moveu nos últimos cinco anos. Para
2015, já está em elaboração o congres-
so no Rio de Janeiro (RJ), coordenado
pelo Dr. Cláudio Tinoco [presidente
eleito da SBMN]. Alémde consolidar
o caráter anual de nosso congresso,
esta sequência de eventos deixa evi-
dente o crescimento da medicina
nuclear no País e, emparalelo, o cres-
cimento da SBMN.
As discussões e o contato com a
Anvisa realizadas nos últimos
meses deverão indicar o caminho
para o futuro da especialidade?
Grande parte do atraso atual do Brasil
em relação a outros países tem sido,
infelizmente ocasionado pela Anvisa,
que ainda não conseguiu estabelecer
umprocesso de registro de radiofár-
macos adequado à realidade brasilei-
ra. Diversos radiofármacos utilizados
nomundo inteiro não podem ser usa-
É condição
básica para o
desenvolvi-
mento da MN
no País que a
Anvisa torne
ágil e eficiente
o processo para
o registro de
radiofár-
macos