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Out • Nov • Dez 2014 |
medicina nuclear em revista
20
capacitação e mercado
De forma geral, entre 2009 e 2010 o cres-
cimento foi de 8,2% e de 2010 a 2011 foi
9,3%. De acordo com a Constituição, o
setor privado pode complementar o SUS,
quando conveniado e contratado. Até
2013, 82% de todos os procedimentos
ambulatoriais de medicina nuclear diag-
nóstica pagos pelo SUS eram realizados
na esfera privada. Como uma das con-
clusões, o estudo reforça a necessidade
de repensar a aplicação de recursos do
SUS, considerando que o diagnóstico
precoce do câncer e de outras doenças
pode ser realizado com o uso da tecnolo-
gia disponibilizada pela medicina
nuclear, em especial com equipamentos
híbridos SPECT/CT e PET/CT.
Atenção em oncologia
O Instituto Nacional de Câncer José
Alencar Gomes da Silva (Inca), locali-
zado no Rio de Janeiro, oferece serviços
de medicina nuclear desde 1963, quan-
do eram utilizados radioisótopos no
diagnóstico e controle das neoplasias
malignas. A Seção de Medicina Nuclear
do Inca é atualmente composta por três
salas de exame (SPECT, SPECT/CT e
PET/CT), duas salas de radiofarmácia,
uma sala de ergometria, sala de capta-
ção de tireoide, sala de ventilação pul-
monar, sala de pacientes injetados, três
cabines de repouso para os exames de
PET/CT, seis leitos para terapia com
radionuclídeos, dois consultórios e
duas salas de laudo. “Realizamos prati-
camente todos os exames e terapias em
medicina nuclear disponíveis no País,
com especial atenção para oncologia.
Entre outros, destacamos o PET/CT
No dia 23 de abril, as Portarias
n
os
7, 8 e 9, publicadas no Diário
Oficial da União (DOU), determi-
naram a incorporação do exame
PET/CT na tabela de procedi-
mentos do Sistema Único de
Saúde (SUS). O documento
determinava que a implementa-
ção efetiva deveria ocorrer em
três meses, mas até o momento
a SBMN não recebeu um posi-
cionamento do Ministério da
Saúde de como ocorreria a
incorporação do procedimento.
Quando aconteceu a publicação
das Portarias, o então presiden-
te da SBMN, Celso Darío Ramos,
destacou que a medida era
esperada pela entidade há anos
e representava um avanço para
a saúde pública nacional. “Com
esse passo, nos aproximamos
de países da América Latina,
como o Uruguai, que já conce-
dem à população da rede públi-
ca o acesso ao PET”, afirmou na
ocasião. Para ele, havia no País
um parque de equipamentos
PET suficiente para atender aos
pacientes da rede pública e a
expectativa era de que rapida-
mente ocorresse um equilíbrio
entre demanda x oferta no
Brasil. A SBMN continuará
acompanhando os desdobra-
mentos da questão. Acompanhe
pelo Facebook da Sociedade,
site (www.sbmn.org.br) e
news-
letter
semanal.
incorporação
do pet/ct
com FDG, Octreoscan, perfusão
miocárdica com SPECT/CT, venti-
lação pulmonar com tecnécio,
Tecnegas e terapia para tumores
neuroendócrinos”, afirma o chefe da
Seção de Medicina Nuclear do Inca,
Michel Pontes Carneiro. O exame
de PET/CT é realizado desde 2010, e
no ano passado ocorreram cerca de
6.300 procedimentos emMN.
“Contamos com seis médicos espe-
cialistas, sete médicos residentes em
medicina nuclear, dois residentes
em física médica, um fellow de
PET/CT, quatro radiofarmacêuti-
cos, 10 técnicos emmedicina
nuclear, seis físicos-médicos, equipe
de enfermagem (oito profissionais) e
seis funcionários administrativos”,
enumera Carneiro.
Trabalho em conjunto
No Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo
(HC-FMUSP), a medicina nuclear
© a.c. camargo • divulgação