Out • Nov • Dez 2014 |
medicina nuclear em revista
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especial
Outro grande desafio que está na
agenda da nova diretoria é a questão
do molibdênio-99, cuja escassez imi-
nente pode impactar a produção de
radiofármacos em todo o planeta. As
previsões dos especialistas dão conta
de que, em 2016, diversos países
sofrerão com uma forte crise no
abastecimento do radioisótopo. Com
isso, a especialidade trabalha com
um cenário de aumento de custos,
pois a demanda passará a oferta alar-
mantemente, ou, na pior das hipóte-
ses, com a carência completa de
radiofármacos na medicina nuclear.
Para confrontar esse revés, o
projeto do Reator Multipropósito
Brasileiro (RMB), a cargo da
Comissão Nacional de Energia
Nuclear (CNEN) deve tornar o
Brasil autossuficiente na geração de
radioisótopos, como o molibdê-
nio-99. Contudo, o projeto já está
atrasado em dois anos e, no entendi-
mento de Tinoco, ainda não dá indí-
cios de que será concluído em 2018,
atual previsão da CNEN. “Cabe à
SBMN participar desse processo
para que possamos planejar a estra-
tégia para enfrentar isso tudo. Isso é
um dos desafios”, diz.
O céu é o limite
Embora tenha sido fundada há 53
anos, a SBMN ainda é uma socieda-
de pequena. Por isso, uma das ações
mais imediatas da futura gestão será
ampliar o poder de atuação da enti-
dade nos mais diversos níveis.
“Diria que está entre as nossas
maiores prioridades: ampliar o
número de médicos nucleares com
um programa bastante sério da par-
te científica e da parte que estimula
os centros formadores. É uma políti-
ca bem forte dentro da nossa socie-
dade estimular a criação de centros
formadores e auxiliar os já existen-
tes com políticas de educação conti-
nuada. Nós queremos aumentar a
medicina nuclear. Por mais que
sejamos uma sociedade pequena,
somos bastante atuante. Não só
politicamente, mas cientificamente
também”, diz Cerci.
Segundo estimativas da nova
diretoria, mais da metade dos médi-
cos nucleares do Brasil não são
membros da SBMN, o que impacta
diretamente no crescimento, seja em
relação à quantidade de recursos
que entram na sociedade ou ao
número de talentos que contribuem
para seu avanço. Quem faz parte da
sociedade, contudo, nas palavras de
Tinoco, o faz por um verdadeiro
“ato de amor”.
Para atrair novos membros, a
diretoria eleita começou por ela
mesma. A chapa eleita é composta
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