medicina nuclear em revista
| Out • Nov • Dez 2014
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especial
não apenas por médicos de grande
experiência, como Marília Marone,
que já foi presidente da sociedade,
mas também por pessoas totalmente
novas na SBMN, como Sérgio
Altino, “um jovem entusiasmado,
que tem um DNA nuclear e que quer
fazer”, confidencia o futuro presi-
dente. “É esse entusiasmo que vai
fazer mudar. E quando estamos
num congresso e vemos caras
novas, gente que nunca participou,
significa que a sociedade está viva.
A juventude, a entrada de pessoas
novas é que faz o bolo crescer, é o
fermento. As perspectivas são boas,
o trabalho vai ser gratificante.
Temos chances de conseguirmos
mais vitórias e consolidarmos ainda
mais a sociedade, que está num
momento muito bom”, sublinha.
Para popularizar a medicina
nuclear, Tinoco também pretende
incluir a SBMN em congressos e
eventos de outras especialidades,
ensinando profissionais das mais
diversas áreas sobre como pedir e
realizar exames nucleares. Além
disso, há a ideia de estimular as
faculdades de medicina a incorporar
em seus currículos da graduação
uma ou duas aulas sobre medicina
nuclear durante a radiologia. Em
outubro, começaram as sessões de
planejamento estratégico da socie-
dade, juntando a atual e a futura
diretoria para a definição de ações
para os próximos dois anos.
Outra prioridade da nova gestão
são as atividades científicas. “A
sociedade eminentemente tem como
função treinar, qualificar, capacitar,
aperfeiçoar, tornar a prática da
medicina nuclear cada vez melhor”,
afirma Tinoco. Para isso, a SBMN
executará programas de educação
continuada não apenas nos grandes
centros, mas em várias regiões do
País, estimulando a criação de
Capítulos Estaduais da Sociedade.
Ademais, está nos planos da entida-
de lançar mão de ferramentas tecno-
lógicas para difundir o conhecimen-
to científico, como aulas virtuais,
seminários online, cursos à distân-
cia, relatos de caso no site e intera-
ção entre profissionais. Como se
tudo isso não bastasse, a SBMN já
iniciou conversas com a European
Association of Nuclear Medicine
(EANM) para o estabelecimento de
parcerias de mútua contribuição.
Com todas essas ações, a SBMN
espera consolidar sua atuação como
representante da medicina nuclear
no Brasil. “Se fosse para resumir
em uma palavra, eu falaria em for-
talecimento. Esse é um processo de
profissionalização da nossa socie-
dade, que sempre foi importante,
mas tinha uma característica mais
amadora no começo, era menor, não
tinha uma estrutura bem imple-
mentada, então, acredito que essa
semente foi plantada por pessoas
importantes que continuam atuan-
do ainda na nossa sociedade. Então,
essa semente que foi plantada lá
atrás, precisa ser fortalecida e vejo
essa nova gestão com esse objetivo,
de fortalecer a medicina nuclear”,
conclui Cerci.
© RS PRESS • divulgação
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Em sentido horário,
a partir da esquerda:
Membros da Sociedade se
reúnem no CBMN e celebram as
conquistas dos últimos anos da
SBMN; Votação dos membros da
SBMN para a escolha da nova
diretoria; e Celso Darío, atual
presidente, ao lado de Claudio
Tinoco, presidente eleito