Out • Nov • Dez 2014 |
medicina nuclear em revista
32
na prática
“Infelizmente há pouca divulgação
da área de MN nos cursos de gra-
duação. Seria interessante o estabe-
lecimento de uma matéria como a
radiologia na grade curricular das
universidades”, opina.
Com o pai médico nuclear,
EduardoWoellner, conviveu com a
especialidade por quase toda a vida e
não teve dúvidas na hora de escolher
a medicina nuclear. Ele é residente
do Instituto de Radiologia do
Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina do Estado de São Paulo
(InRad-HCFMUSP) e por lá realiza
anamnese de todos os pacientes que
irão realizar os exames, acompanha
a aquisição e liberação de imagens
nos aparelhos e realiza laudos preli-
minares, além de realizar consultas e
internamentos para terapia. “AMN
no Brasil ainda temmuito a crescer, e
como residente espero que isso ocor-
ra em breve. Depois da residência,
pretendo voltar para Curitiba (PR),
me estabelecer no mercado de traba-
lho, atuar tanto no serviço privado
como acadêmico e futuramente bus-
car uma possível especialização/pós-
graduação no exterior. Concordo que
falta divulgação da MN na gradua-
ção, e para que a situação melhore,
não apenas a SBMN, mas também os
próprios médicos nucleares das mais
diversas regiões do Brasil devem
buscar a divulgação do método e exa-
mes nas faculdades de medicina e
principalmente junto às outras resi-
dências médicas.”
Priscilla Romano Gaspar, por sua
vez, conta que escolheu a área de MN
após perceber que teria bastante
oportunidade de trabalho e para
futuramente oferecer qualidade
© arquivo pessoal
de vida a seus pacientes. “Realizo
residência no A.C. Camargo Cancer
Center e trabalho emmédia 11 horas
por dia. Aqui no Brasil encontramos
dificuldades burocráticas no desen-
volvimento e aplicação clínica de
novos radiofármacos. Já os residen-
tes têm problemas com infraestru-
tura e número insuficiente de exa-
mes para o aprendizado adequado.
Muitas residências não têm PET/CT
e o residente é obrigado a estagiar
fora do próprio serviço.” A residen-
te afirma que durante a graduação
teve apenas uma semana de aula
sobre MN nas aulas de radiologia.
“Estou chegando à reta final da resi-
dência e ainda tenho dúvidas sobre
qual caminho seguir. Pretendo vol-
tar para a minha cidade (Rio de
Janeiro), atuar como médica nuclear
e fazer ummestrado.”
Eduardo Woellner é
residente do Instituto
de radiologia do
Hospital das Clínicas
da Faculdade de
Medicina do Estado
de São Paulo
(INRAD-HCFMUSP)