29 OUT-DEZ 2020 PLASTIKO‘S LEANDRO KARNAL FOTO: RODRIGO MORAES acompanham seus vídeos. Autor de diversos best sellers, ele lançou em junho pela editora Planeta seu livro mais recente, A coragem da esperança. Karnal, que também é apresentador da CNN Brasil, palestrou sobre ética e humanização durante o 57º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, que ocorreu em novembro em Maceió (AL). Minutos antes de sua palestra, ele recebeu a reportagem da Plastiko’s e falou sobre ética e vaidade. O senhor afirmou recentemente que estamos em um momento muito bom para discutir ética. Por que? Eu acredito que vivemos um momento em que a ética ou a preocupação com ela se capilarizou. Ela hoje está muito mais diluída na sociedade do que há 30 anos. Há alguns anos, a ética era um conteúdo universitário. Eu e meus colegas ensinávamos ética na universidade e era um debate entre especialistas. Hoje as empresas e a vida profissional no mundo empresarial passam pela ética. O valor que você vende ao mercado é o seu conhecimento, mas também a confiança que envolve a ética. A ética entrou na planilha do Excel. As grandes empresas passaram a ter preocupações sobre sustentabilidade ecológica, que é um tipo de ética, e sobre comportamentos e críticas a assédios dentro da empresa. Elas perceberam que uma das coisas que mais danifica o ambiente é um ambiente não ético. O sociólogo francês Edgar Morin escreveu que o pós-epidemia será uma aventura incerta na qual se desenvolverão as forças do pior e do melhor, estas últimas ainda debilitadas e dispersas. Que tipo de mundo habitaremos quando isso passar? É uma das maiores impossibilidades de um historiador saber o minuto seguinte. É uma das grandes questões que tenho de aliar conhecimento técnico com possibilidades. As tragédias do passado não produzem uma melhora nas pessoas e nem uma piora. As guerras, epidemias e as revoluções do passado revelam coisas antes Temos um desafio de tornar a vaidade um incentivo e podemos controlá-la de várias maneiras. A vaidade produtiva, aquela que nasce na sua vontade de autonomia, é aquela que diz que o maior concorrente que você tem e que deve sempre prestar atenção é você mesmo. É superar a si mesmo”
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